O silêncio
Aprende com o silêncio
a ouvir os sons interiores da sua alma,
a calar-se nas discussões
e assim evitar tragédias e desafetos.
Aprende com o silêncio
a respeitar a opinião dos outros,
por mais contrária que seja da sua.
Aprende com o silêncio
que a solidão não é o pior castigo,
existem companhias bem piores...
Aprende com o silêncio
que a vida é boa,
que nós só precisamos olhar para o lado certo,
ouvir a música certa, ler o livro certo,
que pode ser qualquer livro,
desde que você o leia até o fim.
Aprende com o silêncio
que tudo tem um ciclo,
como as marés que insistem em ir e voltar,
os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa
sobre o seu próprio eixo...
Aprende com o silêncio
a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia,
enxergar em você as qualidades que possui,
equilibrar os defeitos que você tem
e sabe que precisa corrigir
e enxergar aqueles
que você ainda não descobriu.
Aprende com o silêncio a relaxar,
mesmo no pior trânsito,
na maior das cobranças,
na briga mais acalorada,
na discussão entre familiares.
Aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu",
a valorizar o ser humano que você é,
a respeitar o Templo que é o seu corpo
e o santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio,
que gritar não traz respeito,
que ouvir ainda é melhor que muito falar.
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,
para que você possa ouvir
o seu interior que quer lhe falar,
desejar-lhe um dia vitorioso
e confirmar que VOCÊ É ESPECIAL.
(Autoria: Paulo Roberto Gaefke)
O blog da liberdade de pensamento e expressão onde dou assas aos meus pensamentos e ao que me vai na Alma
30/01/2011
NECROLOGIA DO VERBO AMAR
NECROLOGIA DO VERBO AMAR
Amo -
lançando-se contra moinhos de vento gritava dom Quixote.
Amo –
envenenado de céus gritava Otelo.
Amo –
recostado em Ossian soluçava Werther.
Amo –
tremendo nas carruagens de Jasvin repetia Vronski.
Amo –
separando-se de Grusenka sonhava Dimitri Karamazov.
Amo –
brandindo a espada recitava Cyrano.
Amo –
regressando do comício sussurrava Jacques Thibault.
Amo –
gritaria também o herói de um romance contemporâneo,
mas o autor não lho permite.
Não está na moda.
O amor já não é contemporâneo.
Izet Sarajlic, poeta bósnio, 1930 - 2002.
Trad. de José Luís Peixoto e Juan Vicente Piqueras
Amo -
lançando-se contra moinhos de vento gritava dom Quixote.
Amo –
envenenado de céus gritava Otelo.
Amo –
recostado em Ossian soluçava Werther.
Amo –
tremendo nas carruagens de Jasvin repetia Vronski.
Amo –
separando-se de Grusenka sonhava Dimitri Karamazov.
Amo –
brandindo a espada recitava Cyrano.
Amo –
regressando do comício sussurrava Jacques Thibault.
Amo –
gritaria também o herói de um romance contemporâneo,
mas o autor não lho permite.
Não está na moda.
O amor já não é contemporâneo.
Izet Sarajlic, poeta bósnio, 1930 - 2002.
Trad. de José Luís Peixoto e Juan Vicente Piqueras
16/04/2010
OS BURROS, O MERCADO DE ACÇÕES E A CRISE... APRENDER...!!!
Este texto foi me dado a conhecer por uma Amiga que lhe "roubei" e agora partilho.
Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?
Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um. Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !
Entendeu agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?*
Certo dia, numa pequena e distante vila, apareceu um homem a anunciar que compraria burros a 5 euros cada. Como havia muitos burros na região, todos os habitantes da pequena vila começaram a caça ao burro. O homem acabou por comprar centenas e centenas de burros a 5 euros. Quando os habitantes diminuíram o esforço na caça, o homem passou a oferecer 10 euros por cada burro.
Toda a gente foi novamente à caça, mas os burros começaram a escassear e a caça foi diminuindo. É então que o homem aumenta a oferta para 25 euros por burro, mas a quantidade de burros ficou tão reduzida que já não compensava o esforço de ir à caça. O homem anunciou então que compraria os burros a 50 euros. Mas que teria que se ausentar por uns dias e deixaria o seu assistente responsável pela compra dos burros.
É então que, na ausência do homem, o assistente faz esta proposta aos habitantes da pequena vila:
- Sabeis dos burros que o meu patrão vos comprou? E se eu vos vendesse esses burros a 35 euros cada? E assim que o meu patrão voltar vós podeis vendê-los a ele pelos 50 euros que ele oferece, e ganhais uma pipa de massa!!! Que acham?
Toda a gente concordou. Reuniram todas as economias e compraram as centenas de burros ao assistente por 35 euros cada um. Os dias passaram e eles nunca mais viram o homem nem o seu assistente - somente burros por todo o lado !
Entendeu agora como funciona o mercado de acções e porque apareceu a crise?*
13/04/2010
Auto Reflexão
Certa vez contei uma mentira a um homem. Ele respondeu dizendo me isto,
- Todas as decisões que devo tomar serão baseadas nas suas palavras.
Desde então, eu só disse a verdade.
Certa vez reclamei de um presente que recebi, porque não era o que eu queria. Aquele que me presenteou percebeu o desapontamento em meus olhos e disse-me isto,
- Escolhi o presente mais valioso que poderia encontrar, porque achei que você deveria ter um deste.
Desde então, fico muito alegre com cada presente que recebo.
Certa vez um homem contou-me um segredo, o qual eu sussurrei baixinho no ouvido de um outro amigo. O homem disse-me isto, depois de ouvir seu segredo repetido, - A razão pela qual contei-lhe o segredo foi porque confiei em você, não em seu amigo.
Desde então, não confio assim tão facilmente.
Certa vez dei um presente a uma amiga e ela chorou. Me desculpei por ser um presente tão pequeno mas era o que eu tinha encontrado. E ela me respondeu,
- Não há nada de errado com o presente, estou emocionada porque você lembrou-se de mim.
Desde então, eu dou presentes frequentemente.
Estava tentando apenas ser eu mesmo, passando despercebido sem chamar atenção. E me foi dito isto,
- O fato de você não se adequar faz com que você fique fora de tudo.
Desde então, eu penso sobre isto.
Eu sou o CENTRO de MEU UNIVERSO mas eu não vivo aqui sozinho.
Cada movimento que faço cria uma onda no oceano do outro.
Cada vez que respiro eu afecto todo o ar a minha volta.
Cada palavra que expresso bate no ouvido de alguém.
Aquilo que eu toco é sentido por outra pessoa.
Aquilo que faço, certamente afectará alguém.
O que não faço, também afectará pessoas.
Nós nunca sabemos a distancia realmente alcançada por algo que falamos ou fazemos até que nos retorne...
Todas as coisas na vida formam um círculo e estamos no meio dele, quer o vejamos ou não...
E tudo que devo fazer é criar agradáveis ondas, aquelas que envolvem calorosamente tudo em torno de mim, e que voltam suaves, fazendo por sua vez que eu crie, cada vez mais, ondas agradáveis.
"Tradução e adaptação de Sérgio Barros"
- Todas as decisões que devo tomar serão baseadas nas suas palavras.
Desde então, eu só disse a verdade.
Certa vez reclamei de um presente que recebi, porque não era o que eu queria. Aquele que me presenteou percebeu o desapontamento em meus olhos e disse-me isto,
- Escolhi o presente mais valioso que poderia encontrar, porque achei que você deveria ter um deste.
Desde então, fico muito alegre com cada presente que recebo.
Certa vez um homem contou-me um segredo, o qual eu sussurrei baixinho no ouvido de um outro amigo. O homem disse-me isto, depois de ouvir seu segredo repetido, - A razão pela qual contei-lhe o segredo foi porque confiei em você, não em seu amigo.
Desde então, não confio assim tão facilmente.
Certa vez dei um presente a uma amiga e ela chorou. Me desculpei por ser um presente tão pequeno mas era o que eu tinha encontrado. E ela me respondeu,
- Não há nada de errado com o presente, estou emocionada porque você lembrou-se de mim.
Desde então, eu dou presentes frequentemente.
Estava tentando apenas ser eu mesmo, passando despercebido sem chamar atenção. E me foi dito isto,
- O fato de você não se adequar faz com que você fique fora de tudo.
Desde então, eu penso sobre isto.
Eu sou o CENTRO de MEU UNIVERSO mas eu não vivo aqui sozinho.
Cada movimento que faço cria uma onda no oceano do outro.
Cada vez que respiro eu afecto todo o ar a minha volta.
Cada palavra que expresso bate no ouvido de alguém.
Aquilo que eu toco é sentido por outra pessoa.
Aquilo que faço, certamente afectará alguém.
O que não faço, também afectará pessoas.
Nós nunca sabemos a distancia realmente alcançada por algo que falamos ou fazemos até que nos retorne...
Todas as coisas na vida formam um círculo e estamos no meio dele, quer o vejamos ou não...
E tudo que devo fazer é criar agradáveis ondas, aquelas que envolvem calorosamente tudo em torno de mim, e que voltam suaves, fazendo por sua vez que eu crie, cada vez mais, ondas agradáveis.
"Tradução e adaptação de Sérgio Barros"
04/04/2010
Só por amor
Só por amor, escolhe teu destino !
A tua vida merece ser ungida pelas chances
deste sentimento único e total.
Entrega tuas mágoas ao teu sonho
e sai por aí rimando a tua vida com felicidade.
Verás que em cada esquina
há um motivo novo para sorrir.
Abre as portas da tua vida e deixe o amor entrar
e fazer bagunça no teu coração.
Entre no jogo e viva, pois que não há alternativa mais
sensata do que se abrir para o mundo, livre, intenso,
sem medo de lágrimas, pelo prazer de ter uma vida.
Olhe o caminho que te espera.
Se não o vês, imagine e sonhe.
O teu sonho pulveriza os espinhos e só o teu medo,
este sim, insensato, pode te impedir de viver.
Abre o teu coração, pois que o amor anda por aí, zanzando,
te cercando, doidinho para pousar no teu caminho.
Só o amor semeia tuas consequências.
Nada paga um carinho despretensioso,
imediato, espontâneo.
Nada paga... mas tem troco.
E o troco, contrariando todas as lógicas matemáticas,
pode ser bem maior que o teu próprio ato.
Mas, por amor não se espera recompensas.
Planta o teu verso sem esperar a rima alheia.
Planta teu jardim, mesmo que ainda não tenhas o vaso.
Semeie os teus grãos antes que a fome apareça.
Tu és o dono e o condutor de tua vida,
Ela é tua e cabe a ti, fundamentalmente a ti,
guia-la pelos caminhos da felicidade.
Quantas vezes esta razão beirou a nossa vida?
A vida , esse espaço de tempo entre o choro
dos que chegam e o choro dos que ficam,
é muito importante para que a vejamos passar,
fria, inconsequente.
Ela é o nosso maior bem,
repleta de todas as possibilidades.
Uma orquestra a espera de um maestro.
E tu deves ser o maestro da tua própria vida.
Ninguém tem o direito de arrebatar das tuas mãos
a batuta que há de reger a sinfonia da tua vida.
Tu é quem deves decidir.
E o que decidas, seja pelo amor!
Viver, para quem ama, é uma coisa tão sensacional,
tão maravilhosa, que esta lição cantada há milénios,
deve ser a única explicação lógica e plausível, para a vida.
E, mesmo que não seja a grande razão,
por amor vale aceita-la.
Só por amor vale a pena...
A tua vida merece ser ungida pelas chances
deste sentimento único e total.
Entrega tuas mágoas ao teu sonho
e sai por aí rimando a tua vida com felicidade.
Verás que em cada esquina
há um motivo novo para sorrir.
Abre as portas da tua vida e deixe o amor entrar
e fazer bagunça no teu coração.
Entre no jogo e viva, pois que não há alternativa mais
sensata do que se abrir para o mundo, livre, intenso,
sem medo de lágrimas, pelo prazer de ter uma vida.
Olhe o caminho que te espera.
Se não o vês, imagine e sonhe.
O teu sonho pulveriza os espinhos e só o teu medo,
este sim, insensato, pode te impedir de viver.
Abre o teu coração, pois que o amor anda por aí, zanzando,
te cercando, doidinho para pousar no teu caminho.
Só o amor semeia tuas consequências.
Nada paga um carinho despretensioso,
imediato, espontâneo.
Nada paga... mas tem troco.
E o troco, contrariando todas as lógicas matemáticas,
pode ser bem maior que o teu próprio ato.
Mas, por amor não se espera recompensas.
Planta o teu verso sem esperar a rima alheia.
Planta teu jardim, mesmo que ainda não tenhas o vaso.
Semeie os teus grãos antes que a fome apareça.
Tu és o dono e o condutor de tua vida,
Ela é tua e cabe a ti, fundamentalmente a ti,
guia-la pelos caminhos da felicidade.
Quantas vezes esta razão beirou a nossa vida?
A vida , esse espaço de tempo entre o choro
dos que chegam e o choro dos que ficam,
é muito importante para que a vejamos passar,
fria, inconsequente.
Ela é o nosso maior bem,
repleta de todas as possibilidades.
Uma orquestra a espera de um maestro.
E tu deves ser o maestro da tua própria vida.
Ninguém tem o direito de arrebatar das tuas mãos
a batuta que há de reger a sinfonia da tua vida.
Tu é quem deves decidir.
E o que decidas, seja pelo amor!
Viver, para quem ama, é uma coisa tão sensacional,
tão maravilhosa, que esta lição cantada há milénios,
deve ser a única explicação lógica e plausível, para a vida.
E, mesmo que não seja a grande razão,
por amor vale aceita-la.
Só por amor vale a pena...
Etiquetas:
Amor
19/03/2010
Pai....
Já não tenho por cá o meu realmente mas esta sempre presente.
E para mim sendo todos os dias dias dos Pais, mas tendo esta sociedade de consumo inventado estes dias especiais, aqui vai uma Homenagem a todos os Pais.
Contigo, aprendi a saber o que é unidade
A ouvir o que não chega ser dito,
A sentir o que tu pensas,
Sabendo que pensas o que sinto…
Aprendi a saber de mim, através do que sei de ti…
Aprendi a conhecer o silêncio
A conhecer o seu dicionário mudo
Apenas pelo olhar,
Não preciso de palavras, para saber de ti
E sei que também não precisas
Porque sabemos o que sentimos…
Aprendi a suportar o mistério que nos une
A força que nos comanda
A energia que sentimos…
Aprendi contigo o valor de sermos “dois” e “um”
Estarmos juntos, estando separados,
Numa integridade única de quem sabe o que quer…
Aprendi contigo e com essa empatia
Que temos ainda muito que aprender
Que rir, cantar, chorar e amar
É apenas o segredo de sermos
Duas almas que sentem as dores um do outro…
AMO-TE Pai.............
Pai, a Minha Sombra és Tu a cadeira está vazia,
um corpo ausente não aquece a madeira
que lhe dá forma e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar
ouço o teu abraço, no corredor em Gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida o sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés
ou o espelho, coberto com a tua face pai, digo-te
a minha sombra és tu
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
E para mim sendo todos os dias dias dos Pais, mas tendo esta sociedade de consumo inventado estes dias especiais, aqui vai uma Homenagem a todos os Pais.
Contigo, aprendi a saber o que é unidade
A ouvir o que não chega ser dito,
A sentir o que tu pensas,
Sabendo que pensas o que sinto…
Aprendi a saber de mim, através do que sei de ti…
Aprendi a conhecer o silêncio
A conhecer o seu dicionário mudo
Apenas pelo olhar,
Não preciso de palavras, para saber de ti
E sei que também não precisas
Porque sabemos o que sentimos…
Aprendi a suportar o mistério que nos une
A força que nos comanda
A energia que sentimos…
Aprendi contigo o valor de sermos “dois” e “um”
Estarmos juntos, estando separados,
Numa integridade única de quem sabe o que quer…
Aprendi contigo e com essa empatia
Que temos ainda muito que aprender
Que rir, cantar, chorar e amar
É apenas o segredo de sermos
Duas almas que sentem as dores um do outro…
AMO-TE Pai.............
Pai, a Minha Sombra és Tu a cadeira está vazia,
um corpo ausente não aquece a madeira
que lhe dá forma e não ouço o recado que me quiseste dar
nem a tua voz forte que grita meninos
na hora de acordar
ouço o teu abraço, no corredor em Gaia
e os olhos molhados pela inusitada despedida o sol foge
mas o crepúsculo desenha a sombra que
tenho colada aos pés
ou o espelho, coberto com a tua face pai, digo-te
a minha sombra és tu
Jorge Reis-Sá, in "A Palavra no Cimo das Águas"
11/03/2010
Amizade
Amizade é uma palavra pequenininha
mas que nunca vem sozinha.
Ela dá sempre a mão com o
conta comigo,
estou aqui,
se precisar, me chame,
estou feliz por você,
torço por você,
se precisar de um ombro, tenho dois,
penso em você,
gosto de você
estou te ouvindo,
não te esqueço, mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo.
Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é um mapa mundo onde cada um se encontra em
algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo.
Diferentes, especiais e importantes, cada um a sua maneira.
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade.
Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus
valores podem enriquecer ainda mais os que temos e ama-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém;
sozinho é quem não tem um amigo.
Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher.
Amizade, doce amizade...
se somos dois, unidos seremos um elo forte;
se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.
mas que nunca vem sozinha.
Ela dá sempre a mão com o
conta comigo,
estou aqui,
se precisar, me chame,
estou feliz por você,
torço por você,
se precisar de um ombro, tenho dois,
penso em você,
gosto de você
estou te ouvindo,
não te esqueço, mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo.
Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é um mapa mundo onde cada um se encontra em
algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo.
Diferentes, especiais e importantes, cada um a sua maneira.
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade.
Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus
valores podem enriquecer ainda mais os que temos e ama-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém;
sozinho é quem não tem um amigo.
Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher.
Amizade, doce amizade...
se somos dois, unidos seremos um elo forte;
se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.
25/02/2010
Fazer Amor é ..........
Quando ele(a) põe as mãos em seu ombro, frente a cama de seu filho e lhe diz: - Não se preocupe, te amo.
Quando vêm juntos o pôr do sol, e com cada amanhecer sentem renovado esse amor que nasceu com um "simples" te amo.
Quando têm problemas económicos, os enfrentam juntos e mesmo na adversidade lhe diz: - Não se preocupe, te amo.
Quando ao chegar do trabalho sente o abraço confortável e o doce beijo dessa pessoa que com um te amo, acelera seu pulso fazendo seu coração bater mais depressa.
Quando na madrugada se preocupa com o filho que não chegou e na cama ao seu lado ouve uma voz que diz: - Não se preocupe, te amo!
Quando no momento do parto sente suas mãos e sua voz que lhe diz:-Te amo!
Quando vêm crescer juntos aos seus filhos e ao seu lado sente a mesma voz que durante anos lhe fez apaixonar-se com um, te amo tanto!
Fazer amor é caminhar juntos na vida, superando os obstáculos que a vida pode presentear, é crescer juntos espiritual e intelectualmente, evolucionar unidos, fortalecer os laços em comum com esses pequenos detalhes que algumas vezes nos parecem bobos e insignificantes, mas que todavia, são tão importantes para evitar a rotina que é a mais cruel inimiga do amor.
Quando se sente triste, quando se sente feliz, quando se sente deprimido, quando está doente, quando se sente saudável e sempre sente essa pessoa ao seu lado, dizendo: -Te amo e respondendo-lhe:-Eu te amo mais! Nesses momentos você pode dizer "Eu fiz amor".
Fazer amor é chegar ao final de sua vida ao lado dessa pessoa que durante anos lhe conquistou e que lhe fez sentir-se o ser mais feliz e querida(o) sobre a terra."
Aproveite a vida fazendo muito amor ao outro e a você!...
Viva com intensidade!
Lute por seus ideais!
Busque a felicidade!
E que você encontre alguém que te diga:
Eu te amo!
"Te Amo além da Vida, pois, Te Amo além do Amor!"
Fazer Amor é muito mais que a união de dois corpos!!!
Quando vêm juntos o pôr do sol, e com cada amanhecer sentem renovado esse amor que nasceu com um "simples" te amo.
Quando têm problemas económicos, os enfrentam juntos e mesmo na adversidade lhe diz: - Não se preocupe, te amo.
Quando ao chegar do trabalho sente o abraço confortável e o doce beijo dessa pessoa que com um te amo, acelera seu pulso fazendo seu coração bater mais depressa.
Quando na madrugada se preocupa com o filho que não chegou e na cama ao seu lado ouve uma voz que diz: - Não se preocupe, te amo!
Quando no momento do parto sente suas mãos e sua voz que lhe diz:-Te amo!
Quando vêm crescer juntos aos seus filhos e ao seu lado sente a mesma voz que durante anos lhe fez apaixonar-se com um, te amo tanto!
Fazer amor é caminhar juntos na vida, superando os obstáculos que a vida pode presentear, é crescer juntos espiritual e intelectualmente, evolucionar unidos, fortalecer os laços em comum com esses pequenos detalhes que algumas vezes nos parecem bobos e insignificantes, mas que todavia, são tão importantes para evitar a rotina que é a mais cruel inimiga do amor.
Quando se sente triste, quando se sente feliz, quando se sente deprimido, quando está doente, quando se sente saudável e sempre sente essa pessoa ao seu lado, dizendo: -Te amo e respondendo-lhe:-Eu te amo mais! Nesses momentos você pode dizer "Eu fiz amor".
Fazer amor é chegar ao final de sua vida ao lado dessa pessoa que durante anos lhe conquistou e que lhe fez sentir-se o ser mais feliz e querida(o) sobre a terra."
Aproveite a vida fazendo muito amor ao outro e a você!...
Viva com intensidade!
Lute por seus ideais!
Busque a felicidade!
E que você encontre alguém que te diga:
Eu te amo!
"Te Amo além da Vida, pois, Te Amo além do Amor!"
Fazer Amor é muito mais que a união de dois corpos!!!
Etiquetas:
Amor
03/02/2010
Há amigos
Há amigos do tempo da escola, do trabalho, da universidade, da tropa.
Amigos que se fazem, outros que se elegem e os amigos que se adotam.
Há amigos da alma, do coração, de sangue.
Há amigos de vidas passadas, amigos para toda a vida. Amigos que são mais que amigos.
Há amigos que são como irmãos, outros que são como pais... também há amigos que são como filhos.
Há amigos que estão connosco nos bons momentos e outros que estão sempre conosco.
Há amigos que se vêem, outros que se tocam, outros que se escrevem.
Há amigos que se vão embora, que nos deixam, amigos que voltam e outros que ficam.
Há amigos imortais e amigos de distância.
Há amigos que se estranham, que se choram, que se pensam. Amigos que se desejam, que se abraçam, que se admiram.
Há amigos da noite, das sestas e da madrugada.
Há amigos homens, amigas mulheres, amigos cães.
Há amigos que deliram, outros que são poetas. Há os que dizem tudo e os que não dizem nada.
Amigos novos, amigos velhos e velhos amigos.
Há amigos sem idade, amigos gordos, magros.
Há amigos que nos chamam, outros que nem sequer os chamamos.
Amigos de pouco tempo, amigos de há uma hora, recentíssimos.
Há amigos que deixamos que se vão, outros que não podem vir, amigos que são activos e outros amigos de barro.
Há amigos de palavra, amigos incondicionais.
Há também amigos invisíveis, amigos sem lugar, amigos da rua.
Também há amigos que têm muito valor, amigos que pesam, amigos que são... amigos meus, amigos teus, amigos nossos.
Há muitos amigos: amigos comuns, amigos do teatro, da música, amigos de verdade.
Há amigos que estão tristes, outros que estão alegres, outros que simplesmente não estão.
Há amigos que estão na lua, outros com os pés na terra e outros no céu.
Todos, absolutamente todos os amigos, têm algo em comum: são indispensáveis!!
Nunca te esqueças..."
Ah!!! esquecia-me de te dizer que também há amigos como VOCÊ, que te tenho sempre no coração.
Amigos que se fazem, outros que se elegem e os amigos que se adotam.
Há amigos da alma, do coração, de sangue.
Há amigos de vidas passadas, amigos para toda a vida. Amigos que são mais que amigos.
Há amigos que são como irmãos, outros que são como pais... também há amigos que são como filhos.
Há amigos que estão connosco nos bons momentos e outros que estão sempre conosco.
Há amigos que se vêem, outros que se tocam, outros que se escrevem.
Há amigos que se vão embora, que nos deixam, amigos que voltam e outros que ficam.
Há amigos imortais e amigos de distância.
Há amigos que se estranham, que se choram, que se pensam. Amigos que se desejam, que se abraçam, que se admiram.
Há amigos da noite, das sestas e da madrugada.
Há amigos homens, amigas mulheres, amigos cães.
Há amigos que deliram, outros que são poetas. Há os que dizem tudo e os que não dizem nada.
Amigos novos, amigos velhos e velhos amigos.
Há amigos sem idade, amigos gordos, magros.
Há amigos que nos chamam, outros que nem sequer os chamamos.
Amigos de pouco tempo, amigos de há uma hora, recentíssimos.
Há amigos que deixamos que se vão, outros que não podem vir, amigos que são activos e outros amigos de barro.
Há amigos de palavra, amigos incondicionais.
Há também amigos invisíveis, amigos sem lugar, amigos da rua.
Também há amigos que têm muito valor, amigos que pesam, amigos que são... amigos meus, amigos teus, amigos nossos.
Há muitos amigos: amigos comuns, amigos do teatro, da música, amigos de verdade.
Há amigos que estão tristes, outros que estão alegres, outros que simplesmente não estão.
Há amigos que estão na lua, outros com os pés na terra e outros no céu.
Todos, absolutamente todos os amigos, têm algo em comum: são indispensáveis!!
Nunca te esqueças..."
Ah!!! esquecia-me de te dizer que também há amigos como VOCÊ, que te tenho sempre no coração.
Mário Crespo deixa "JN" e publica crónica censurada
Mário Crespo deixa "JN" e publica crónica censurada
A crónica do jornalista da SIC - "O Fim da Linha" - que não foi publicada hoje no "Jornal de Notícias" por decisão da direcção, sairá em livro já no próximo dia 11. A obra reúne mais de cem crónicas publicadas nos últimos dois anos por Mário Crespo e tem prefácio de Medina Carreira. Leia a crónica censurada no final da notícia e a nota da direcção do "Jornal de Notícias".
Mário Crespo reagiu de imediato à decisão da direcção do "Jornal de Notícias" de não publicar a sua última crónica, prevista para a edição de hoje do jornal.
Hoje mesmo, o jornalista e pivô da SIC recebeu a garantia de publicação - já no próximo dia 11 e lançado no Grémio Literário - de um livro, que terá um prefácio de Medina Carreira. onde a crónica censurada - "O Fim da Linha" - "surgirá à cabeça". Ainda hoje, seguirá uma queixa para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, onde o jornalista requer à ERC que averigue a ingerência governamental em matérias editoriais.
Com o título "O fim da linha", a crónica de Mário Crespo prevista para hoje no "JN" relatava um almoço mantido entre o primeiro-ministro e os ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência com um "executivo da televisão", onde se apontava o jornalista da SIC e pivô do Jornal das Nove como "um problema" a resolver".
"Louco" e "profissionalmente impreparado"
No referido almoço, os governantes terão ainda considerado que Mário Crespo era "louco" e "profissionalmente impreparado". "Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre", comenta o jornalista na sua coluna de opinião.
Contactado pelo Expresso, Mário Crespo recusa revelar o nome do "executivo de televisão" presente no almoço, preferindo "salvaguardar a sua identidade, enquanto for possível". No entanto, garante o jornalista, o teor da conversa com José Sócrates, Jorge Lacão e Pedro Silva Pereira "foi confirmado pelo próprio" responsável televisivo, assim como por "duas outras pessoas presentes no restaurante e que ouviram a conversa".
De acordo com Mário Crespo, só "ontem à meia-noite" foi informado, telefonicamente, pelo director do "JN", José Leite Pereira, de que a sua crónica habitual não seria publicada. "É um privilégio do director que não contesto, mas esclareci de imediato que não escreveria mais para o jornal", disse ao Expresso o jornalista da SIC.
Lição para os media
A crónica integral - que poderá ser lida em link que segue no final deste texto - foi hoje de manhã publicada no site do Instituto Sá Carneiro. Mário Crespo garante que "não sabia sequer que esse site existia" e diz desconhecer a forma como o texto lá foi parar. "Apenas enviei, como sempre o fiz, a crónica para as moradas electrónicas do 'JN'", acrescentou ao Expresso.
Para o jornalista a situação descrita no almoço entre governantes, assim como a recusa na publicação da crónica, é uma situação "grave" e "uma lição para os media em geral de que não é possível censurar".
Mário Crespo garante ainda que "nunca" tinha sofrido qualquer reparo por parte dos responsáveis editoriais do "JN" sobre o conteúdo das suas crónicas e que foi "surpreendido" pela decisão. No entanto, assume "sentia que estava numa zona de risco".
SEGUE-SE O ARTIGO CENSURADO:
O Fim da Linha
Por Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos média como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
A crónica do jornalista da SIC - "O Fim da Linha" - que não foi publicada hoje no "Jornal de Notícias" por decisão da direcção, sairá em livro já no próximo dia 11. A obra reúne mais de cem crónicas publicadas nos últimos dois anos por Mário Crespo e tem prefácio de Medina Carreira. Leia a crónica censurada no final da notícia e a nota da direcção do "Jornal de Notícias".
Mário Crespo reagiu de imediato à decisão da direcção do "Jornal de Notícias" de não publicar a sua última crónica, prevista para a edição de hoje do jornal.
Hoje mesmo, o jornalista e pivô da SIC recebeu a garantia de publicação - já no próximo dia 11 e lançado no Grémio Literário - de um livro, que terá um prefácio de Medina Carreira. onde a crónica censurada - "O Fim da Linha" - "surgirá à cabeça". Ainda hoje, seguirá uma queixa para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, onde o jornalista requer à ERC que averigue a ingerência governamental em matérias editoriais.
Com o título "O fim da linha", a crónica de Mário Crespo prevista para hoje no "JN" relatava um almoço mantido entre o primeiro-ministro e os ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência com um "executivo da televisão", onde se apontava o jornalista da SIC e pivô do Jornal das Nove como "um problema" a resolver".
"Louco" e "profissionalmente impreparado"
No referido almoço, os governantes terão ainda considerado que Mário Crespo era "louco" e "profissionalmente impreparado". "Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre", comenta o jornalista na sua coluna de opinião.
Contactado pelo Expresso, Mário Crespo recusa revelar o nome do "executivo de televisão" presente no almoço, preferindo "salvaguardar a sua identidade, enquanto for possível". No entanto, garante o jornalista, o teor da conversa com José Sócrates, Jorge Lacão e Pedro Silva Pereira "foi confirmado pelo próprio" responsável televisivo, assim como por "duas outras pessoas presentes no restaurante e que ouviram a conversa".
De acordo com Mário Crespo, só "ontem à meia-noite" foi informado, telefonicamente, pelo director do "JN", José Leite Pereira, de que a sua crónica habitual não seria publicada. "É um privilégio do director que não contesto, mas esclareci de imediato que não escreveria mais para o jornal", disse ao Expresso o jornalista da SIC.
Lição para os media
A crónica integral - que poderá ser lida em link que segue no final deste texto - foi hoje de manhã publicada no site do Instituto Sá Carneiro. Mário Crespo garante que "não sabia sequer que esse site existia" e diz desconhecer a forma como o texto lá foi parar. "Apenas enviei, como sempre o fiz, a crónica para as moradas electrónicas do 'JN'", acrescentou ao Expresso.
Para o jornalista a situação descrita no almoço entre governantes, assim como a recusa na publicação da crónica, é uma situação "grave" e "uma lição para os media em geral de que não é possível censurar".
Mário Crespo garante ainda que "nunca" tinha sofrido qualquer reparo por parte dos responsáveis editoriais do "JN" sobre o conteúdo das suas crónicas e que foi "surpreendido" pela decisão. No entanto, assume "sentia que estava numa zona de risco".
SEGUE-SE O ARTIGO CENSURADO:
O Fim da Linha
Por Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos média como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
22/01/2010
Perdoar....
Uma pessoa é grande quando perdoa,
quando compreende,
quando se coloca no lugar do outro,
quando age não de acordo com o que esperam dela,
mas de acordo com o que espera de si mesma!!
quando compreende,
quando se coloca no lugar do outro,
quando age não de acordo com o que esperam dela,
mas de acordo com o que espera de si mesma!!
Portas Abertas.........
PORTAS ABERTAS
Se alguém procura sua casa com frio
é porque você tem o cobertor,
Se alguém procura sua casa com alegria
é porque você tem o sorriso,
Se alguém procura sua casa com lágrimas
é porque você tem o lenço.
Se alguém procura sua casa com versos
é porque você tem a música,
Se alguém procura sua casa com dor
é porque você tem o curativo,
Se alguém procura sua casa com palavras
é porque você tem a audição.
Se alguém procura sua casa com fome
é porque você tem o alimento,
Se alguém procura sua casa com beijos
é porque você tem o mel,
Se alguém procura sua casa com dúvidas
é porque você tem o caminho.
Se alguém procura sua casa com orquestras
é porque você tem a festa,
Se alguém procura sua casa com desânimo
é porque você tem o estímulo,
Se alguém procura sua casa com fantasias
é porque você tem a realidade.
Se alguém procura a sua casa com desespero
é porque você tem a serenidade,
Se alguém procura sua casa com entusiasmo
é porque você tem o brilho,
Se alguém procura sua casa com segredos
é porque você tem a cumplicidade.
Se alguém procura sua casa com tumultos
é porque você tem a meditação,
Se alguém procura sua casa com confiança
é porque você tem o azul,
Se alguém procura sua casa com medo
é porque você tem o amor.
Ninguém chega por acaso à sua casa
Por isso jamais feche as portas
a quem levemente nelas bate,
Jamais vire as costas a quem chega de olhos límpidos
De coração inteiro, de alma exposta.
Não dê desculpas,
não se agarre a mil argumentos racionais
Não invente motivos para justificar gestos bruscos
Destranque os portões das suas defesas forjadas
Destrua os muralhas construídas
com os tijolos dos empurrões.
Todos que batem à sua porta merecem pão e vinho,
Merecem seu abraço, seu aconchego
Todos que viajam em direcção à sua casa,
E batem de leve à porta em busca da sua mão,
Merecem entrar ...
Se alguém procura sua casa com frio
é porque você tem o cobertor,
Se alguém procura sua casa com alegria
é porque você tem o sorriso,
Se alguém procura sua casa com lágrimas
é porque você tem o lenço.
Se alguém procura sua casa com versos
é porque você tem a música,
Se alguém procura sua casa com dor
é porque você tem o curativo,
Se alguém procura sua casa com palavras
é porque você tem a audição.
Se alguém procura sua casa com fome
é porque você tem o alimento,
Se alguém procura sua casa com beijos
é porque você tem o mel,
Se alguém procura sua casa com dúvidas
é porque você tem o caminho.
Se alguém procura sua casa com orquestras
é porque você tem a festa,
Se alguém procura sua casa com desânimo
é porque você tem o estímulo,
Se alguém procura sua casa com fantasias
é porque você tem a realidade.
Se alguém procura a sua casa com desespero
é porque você tem a serenidade,
Se alguém procura sua casa com entusiasmo
é porque você tem o brilho,
Se alguém procura sua casa com segredos
é porque você tem a cumplicidade.
Se alguém procura sua casa com tumultos
é porque você tem a meditação,
Se alguém procura sua casa com confiança
é porque você tem o azul,
Se alguém procura sua casa com medo
é porque você tem o amor.
Ninguém chega por acaso à sua casa
Por isso jamais feche as portas
a quem levemente nelas bate,
Jamais vire as costas a quem chega de olhos límpidos
De coração inteiro, de alma exposta.
Não dê desculpas,
não se agarre a mil argumentos racionais
Não invente motivos para justificar gestos bruscos
Destranque os portões das suas defesas forjadas
Destrua os muralhas construídas
com os tijolos dos empurrões.
Todos que batem à sua porta merecem pão e vinho,
Merecem seu abraço, seu aconchego
Todos que viajam em direcção à sua casa,
E batem de leve à porta em busca da sua mão,
Merecem entrar ...
10/11/2009
"Os Intocáveis" de Mário Crespo
Numa altura em que acontecem coisas estranhas no nosso País em que aparecem processos de corrupção onde aparecem certos Senhores de um certo Partido que tem estado no governo nos últimos Anos por cá agora já não em maioria e que sempre que aparece alguém ligado a casos do Partido tentam abafar ou fazer arrastar ou esquecer o mesmo é sempre de louvar a coragem de alguns bons Jornalistas como é o caso desta crónica saída hoje no JN do Mário Crespo que tem como titulo "Os intocáveis".
PARABÉNS MÁRIO CRESPO, PELA SUA CORAGEM, PELO SEU FRASEAR ACUTILANTE.
Nunca se cale, nem se venda, pois são necessários HOMENS / JORNALISTAS dignos desse nome.
Os intocáveis
00h30m
O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
PARABÉNS MÁRIO CRESPO, PELA SUA CORAGEM, PELO SEU FRASEAR ACUTILANTE.
Nunca se cale, nem se venda, pois são necessários HOMENS / JORNALISTAS dignos desse nome.
Os intocáveis
00h30m
O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
31/10/2009
Sonho de Criança
Era uma vez uma menina que não sabia sonhar.
Seus pés sempre fincados ao chão lhe impediam de voar.
Clamava aos grandes sábios que lhe ensinassem a grande arte.
Mas nem o Deus dos deuses saberiam descrever algo como Marte.
Seus prantos rolavam diante daquelas imagens vazias.
Pois seus pensamentos nada lhe traziam.
Desejou sentir a morte.
Caso ainda tivesse sorte.
Foi caminhando e encontrou alguém.
Que disse ter vindo de um além.
As palavras trocadas foram mínimas.
Que iam e vinham sempre tímidas.
Ansiava por saber quem era tal criatura.
Que a tocava de maneira tão pura.
Depois de presenteada por um largo sorriso.
Sentiu possuir tudo o que era preciso.
Adormeceu ali mesmo em seus braços.
Acordou e só restavam seus laços.
Neles havia seu nome.
Algo que se consome.
Assim desatou os laços da ESPERANÇA.
E aprendeu a sonhar como qualquer CRIANÇA.
© Maria Isabel Almeida Aguiar
Seus pés sempre fincados ao chão lhe impediam de voar.
Clamava aos grandes sábios que lhe ensinassem a grande arte.
Mas nem o Deus dos deuses saberiam descrever algo como Marte.
Seus prantos rolavam diante daquelas imagens vazias.
Pois seus pensamentos nada lhe traziam.
Desejou sentir a morte.
Caso ainda tivesse sorte.
Foi caminhando e encontrou alguém.
Que disse ter vindo de um além.
As palavras trocadas foram mínimas.
Que iam e vinham sempre tímidas.
Ansiava por saber quem era tal criatura.
Que a tocava de maneira tão pura.
Depois de presenteada por um largo sorriso.
Sentiu possuir tudo o que era preciso.
Adormeceu ali mesmo em seus braços.
Acordou e só restavam seus laços.
Neles havia seu nome.
Algo que se consome.
Assim desatou os laços da ESPERANÇA.
E aprendeu a sonhar como qualquer CRIANÇA.
© Maria Isabel Almeida Aguiar
29/07/2009
Felicidade
Tenho usado (pouco nos últimos tempos mas...)para falar de assuntos gerais e pouco ou quase nada de assuntos pessoais mas neste momento só me apetece falar de mim e deste momento que estou a viver e a saborear cada segundo.
As vezes em momentos difíceis da Vida aparecem sem esperarmos outros assim parece que caídos de para quedas que nos dão força, que nos fazem tudo esquecer, que as vezes até nos perguntamos a nós mesmo se isto não é uma espécie de compensarão de Deus.
Eu conheci alguém especial que tem a cada dia que passa conquistado o meu coração já martirizado e ferido de experiências menos boas anteriores e que me tem dado forças, alento, fazer de novo ter fé em algum ser superior e até mesmo nos homens em quem também andava desacreditado e ao mesmo tempo me fazer acreditar que ainda é possível ser Feliz, e que também mereço de o ser.
Mas aquilo que mais me tem surpreendido nestes últimos tempos para alem da pessoa Amada é o facto de quando estamos Felizes, Apaixonados tudo nos parece belo, parece até que os problemas desaparecem e aqueles maiores que perduram tornam-se mais pequenos ou até mesmo insignificantes, e tudo a nossa volta nos parece belo, parece que tudo são Rosas mas tais como estas também depois temos os espinhos mas neste momento de felicidade só quero pensar nas Rosas os espinhos vou tratando deles conforme forem surgindo, neste momento só me apetece gritar aos 4 ventos o quanto estou Feliz, e de dizer a Ela e a todos aqueles que me tem dado forças o meu Obrigado.
Podem considerar este texto assim um pouco Lamechas mas a mim pouco me importa isso o facto de sentir de novo dentro de mim este sentimento que se encontrava adormecido a bastante tempo faz me pensar assim e como tenho o habito (bom ou mau tem alturas) de dizer aquilo que penso e sinto, e neste momento é assim que me sinto FELIZ
As vezes em momentos difíceis da Vida aparecem sem esperarmos outros assim parece que caídos de para quedas que nos dão força, que nos fazem tudo esquecer, que as vezes até nos perguntamos a nós mesmo se isto não é uma espécie de compensarão de Deus.
Eu conheci alguém especial que tem a cada dia que passa conquistado o meu coração já martirizado e ferido de experiências menos boas anteriores e que me tem dado forças, alento, fazer de novo ter fé em algum ser superior e até mesmo nos homens em quem também andava desacreditado e ao mesmo tempo me fazer acreditar que ainda é possível ser Feliz, e que também mereço de o ser.
Mas aquilo que mais me tem surpreendido nestes últimos tempos para alem da pessoa Amada é o facto de quando estamos Felizes, Apaixonados tudo nos parece belo, parece até que os problemas desaparecem e aqueles maiores que perduram tornam-se mais pequenos ou até mesmo insignificantes, e tudo a nossa volta nos parece belo, parece que tudo são Rosas mas tais como estas também depois temos os espinhos mas neste momento de felicidade só quero pensar nas Rosas os espinhos vou tratando deles conforme forem surgindo, neste momento só me apetece gritar aos 4 ventos o quanto estou Feliz, e de dizer a Ela e a todos aqueles que me tem dado forças o meu Obrigado.
Podem considerar este texto assim um pouco Lamechas mas a mim pouco me importa isso o facto de sentir de novo dentro de mim este sentimento que se encontrava adormecido a bastante tempo faz me pensar assim e como tenho o habito (bom ou mau tem alturas) de dizer aquilo que penso e sinto, e neste momento é assim que me sinto FELIZ
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Amor,
Sentimentos,
VIDA
26/06/2009
R.I.P

Deixou nos ontem o cantor Michael Jackson que conforme diz e muito bem o Pedro Ribeiro da Comercial no seu blog Dias úteis "de um homem ligado ao talento imenso mas também a um certo abismo sempre eminente. Ficam as canções, extraordinárias, para lá do resto." que nos anos 80 revolucionou o panorama musical não só com as suas musicas mas também na forma de fazer vídeo clips em que o seu "Thriller" foi sem duvida revolucionário ao ser o 1.º tele disco a contar uma história, e o seu estilo e forma de estar na musica Pop abriram as portas a outros cantores que seguiram um pouco a sua linha como por exemplo o Prince e mais recentemente a cantora Shakira.
Mas juntamente com o seu génio musical tinha também um outro lado mais "cinzento" como a sua vergonha da cor da sua pele e tendo inclusivamente acabado por ficar quase branco e até mesmo o seu cabelo bem "Afro" que ostentava nos Jackson`s Five acabou quase liso como um qualquer Branco normal para alem disso as suas dezenas de operações plásticas que fez e a sua paranóia com a saúde que nem assim o livrou de morrer cedo, mas aquilo que mais deu que falar e lhe custou muitos Milhões da sua fortuna foi os casos que aparecerem com crianças verdadeiros ou apenas para lhe extorquir dinheiro penso que nunca saberemos a 100% a verdade mas que lhe custaram tanto financeiramente como na sua imagem que quase lhe provocaram o final de carreira.
E sei que possivelmente mesmo agora o que mais vai ser falado vai ser os seus problemas e o que ira ser esquecido é aquilo que era mais importante a sua musica, genialidade e originalidade e por tudo isso e pelos bons momentos que pessoalmente me proporcionou a ouvir as suas musicas e os seus álbuns como foi o caso de Thriller, Off The Wall e o Bad e apesar de não ter sido dos meus cantores preferidos não posso deixar de prestar a minha homenagem e o meu lamento pelo seu desaparecimento, e acabo dizendo OBRIGADO MICHAEL.
19/06/2009
A gente vê-se por aí...
Este texto encontrei num blog de um desses sites de conversação e amizade e que aqui de seguida transcrevo contem alguma linguagem algo vernácula que desde já peço desculpas aquelas pessoas mais sensíveis mas que penso que o estado actual das coisas assim nos obriga e depois de ouvirmos o Sr.ª Sócrates em entrevista a SIC a dizer aquela bela frase "Estou muito satisfeito comigo” que penso que com ela diz tudo sobre a pessoa e o seu carácter e a mim pessoalmente me dá vontade de dizer umas quantas asneiras e de o mandar a uns certos sítios.
"Não me F..., ó Zé. Com um país a sangrar, com o desemprego a crescer, com as fábricas a fechar, com alguns portugueses já a passarem fome, com a saúde cada vez mais cara, com a escola cada vez mais difícil, com os mesmos de sempre a pagar os desvarios dos ladrões do costume, como é que tens a lata de vir dizer para os microfones que cometeste alguns erros, nomeadamente, que devias ter dado mais dinheiro à cultura?
É por idiotices, F. P. e hipocrisias dessas que nas últimas eleições os resultados foram o que foram, mas dá-me ideia que do alto da estupidez arrogante de que fazes gala, apesar de ultimamente cada vez que aparece um microfone faças do humilde uma palavra chave e apesar de nós sabermos perfeitamente que de humilde nada tens e não passas de um vaidoso de merda, ainda não digeriste muito bem que a malta está fartinha de ti até à ponta dos cabelos...
Arrepia caminho, pá. Perante este tipo de afirmações, sem te rires, a malta até fica a pensar que estás a falar a sério. Mas não mudes agora que bem sabemos que és um falso e só o fazes porque corres o risco de ser outra vez enxovalhado, sejam quais forem as eleições. A sério, sê homenzinho e vai à tua vida e, já agora, como diria uma amiga, apalpa-me as mamas. É que eu, quando me estão a F..., também gosto que me apalpem as mamas...
Como se diz lá na aldeia, quem te desse com um gato morto nas trombas até ele miar. E isso ao som dos Xutos, "não tenho eira nem beira, mas ainda consigo ver, quem anda na roubalheira e quem me anda a F...". Se até os senhores comendadores conseguem ver isso, qual é a dificuldade?
A gente vê-se por aí..."
Mais nada!!!!!!!!!!!!!
"Não me F..., ó Zé. Com um país a sangrar, com o desemprego a crescer, com as fábricas a fechar, com alguns portugueses já a passarem fome, com a saúde cada vez mais cara, com a escola cada vez mais difícil, com os mesmos de sempre a pagar os desvarios dos ladrões do costume, como é que tens a lata de vir dizer para os microfones que cometeste alguns erros, nomeadamente, que devias ter dado mais dinheiro à cultura?
É por idiotices, F. P. e hipocrisias dessas que nas últimas eleições os resultados foram o que foram, mas dá-me ideia que do alto da estupidez arrogante de que fazes gala, apesar de ultimamente cada vez que aparece um microfone faças do humilde uma palavra chave e apesar de nós sabermos perfeitamente que de humilde nada tens e não passas de um vaidoso de merda, ainda não digeriste muito bem que a malta está fartinha de ti até à ponta dos cabelos...
Arrepia caminho, pá. Perante este tipo de afirmações, sem te rires, a malta até fica a pensar que estás a falar a sério. Mas não mudes agora que bem sabemos que és um falso e só o fazes porque corres o risco de ser outra vez enxovalhado, sejam quais forem as eleições. A sério, sê homenzinho e vai à tua vida e, já agora, como diria uma amiga, apalpa-me as mamas. É que eu, quando me estão a F..., também gosto que me apalpem as mamas...
Como se diz lá na aldeia, quem te desse com um gato morto nas trombas até ele miar. E isso ao som dos Xutos, "não tenho eira nem beira, mas ainda consigo ver, quem anda na roubalheira e quem me anda a F...". Se até os senhores comendadores conseguem ver isso, qual é a dificuldade?
A gente vê-se por aí..."
Mais nada!!!!!!!!!!!!!
18/06/2009
"Louros/as
A Burrice tem limites e acho que este Senhor ou Senhora passou todos eles, e teve tanta sorte que foi logo com a Policia é o que se chama o cumulo do azar!!!
05/06/2009
Manual de sobrevivência para professores
Apesar de ter dito que iria encerrar este espaço não queria deixar de partilhar este mail que recebi e onde no final tem um comentário de uma Professora do ensino Especial e também ela deficiente.
"Professores: o manual mais pequeno do mundo sobre sobrevivência profissional.
1. Não queira salvar o Mundo.
O Mundo não tem salvação. Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os humanos derem cabo de si próprios.
2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua missão é salvar crianças e adolescentes.
Há muitas crianças e jovens que não têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor próprio e os interesses pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer asneiras.
3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche.
Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.
4. Não fale nas aulas sobre sexo e política.
Concentre-se nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.
5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar por humorista.
Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.
6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho, amigo, pai ou mãe dos alunos.
Seja simplesmente professor: um profissional com elevada competência técnica e científica que é pago para ensinar. Quando se ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É um bónus.
7. Não fale sobre a vida privada com os alunos.
Lembre-se de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo. Você é um profissional.
8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos.
Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o director de turma.
9. Guarde a ternura para os seus filhos.
Não caia na tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes. Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.
10. Cuidado com as conversas com os pais.
Trinque a língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos. "
Comentário pessoal:É suposto isto ser humor... infelizmente eu nunca soube ser assim...por isso aqui estou, sem resolução para o meu problema de acidente em serviço...mas infelizmente, esta é a realidade que o governo quer que seja...
"Professores: o manual mais pequeno do mundo sobre sobrevivência profissional.
1. Não queira salvar o Mundo.
O Mundo não tem salvação. Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os humanos derem cabo de si próprios.
2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua missão é salvar crianças e adolescentes.
Há muitas crianças e jovens que não têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor próprio e os interesses pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer asneiras.
3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche.
Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.
4. Não fale nas aulas sobre sexo e política.
Concentre-se nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.
5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar por humorista.
Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.
6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho, amigo, pai ou mãe dos alunos.
Seja simplesmente professor: um profissional com elevada competência técnica e científica que é pago para ensinar. Quando se ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É um bónus.
7. Não fale sobre a vida privada com os alunos.
Lembre-se de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo. Você é um profissional.
8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos.
Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o director de turma.
9. Guarde a ternura para os seus filhos.
Não caia na tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes. Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.
10. Cuidado com as conversas com os pais.
Trinque a língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos. "
Comentário pessoal:É suposto isto ser humor... infelizmente eu nunca soube ser assim...por isso aqui estou, sem resolução para o meu problema de acidente em serviço...mas infelizmente, esta é a realidade que o governo quer que seja...
01/06/2009
Assim vai a nossa Educação
Tem tanto de cómico como de triste vermos Futuros "Doutores" a darem respostas destas se ainda fosse na Primária ou vá lá no Secundário ainda se poderia admitir agora já na Faculdade e em provas que se calhar muitas delas já em final de curso ou seja depois de andarem já a 14 ou 15 anos a estudar é triste e preocupante ver o estado em que esta a nossa Educação tanto a nível de alunos como que professores tiveram estes alunos para darem estas respostas bem como a terceira parte que muitas vezes é esquecida que é a dos Pais que deveriam de uma vez por outra sondar o nível de aprendizagem dos filhos.
Oral da cadeira de Anatomia do curso de medicina
Prof: Descreva o fígado.
Aluno: Os fígados...
Prof: Os fígados??!! Quantos são?
Aluno: Dois. Direito e esquerdo!
Oral da cadeira de psicologia do curso de medicina
- Onde se localiza o centro de inteligência...? (área do córtex cerebral)
- Nos Estados Unidos da América.
Curso de Segurança Social, numa universidade privada lisboeta.
- Diga-me lá porque é que a taxa de natalidade é menor nos países desenvolvidos.
- Porque se trabalha mais do que nos países subdesenvolvidos.
- Ai sim?
- E tem-se menos tempo.
- Menos tempo para quê?
- (o aluno, hesitante e já embaraçado) Menos tempo para fazer amor.
Oral na Faculdade de Medicina de Coimbra
- Minha senhora, diga-me, por favor, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal. A aluna retorce-se, transpira, cora indecentemente. Decide mesmo recusar-se a responder à pergunta. Numa sucessão de respostas infelizes a outras questões, acaba por chumbar. Na oral imediatamente seguinte, o professor resolve insistir na pergunta.
- Minha senhora, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal?
- (a aluna, respondendo prontamente) É a íris, senhor professor.
- (O examinador, com um sorriso largo) Por favor, diga à sua colega que vai ter muitas desilusões ao longo da vida.
Exame numa universidade privada, em Lisboa
- Dê-me um exemplo de um mito religioso.
- Um mito religioso? Sancho Pança.
(estupefacto, o professor pede ao aluno para este escrever o que acabou de dizer. O aluno escreve no papel: "S. Xupanssa").
Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, numa Universidade privada de Lisboa.
- O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
- Quais são as batalhas mais importantes da história portuguesa?
- Antes de mais, senhor doutor, a batalha de Alves Barrota.
O exame terminou aqui.
Num instituto superior da capital, 1º ano de Relações Internacionais.
A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à Assembleia da República. A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974: "A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano". Obviamente, chumbou.
Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa Universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.
- (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que, entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel.
Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.
Uma professora de Direito Constitucional numa universidade privada do Porto questiona o aluno sobre a Constituição de 1933. Esta consagra a impossibilidade de os descendentes da casa de Bragança se candidatarem à presidência da República.
- "Diga-me lá porque é que D. Duarte, segundo a Constituição portuguesa de 1933, não poderia candidatar-se à presidência da república?".
- "Porque ele é actualmente o presidente português".
Noutra resposta à mesma pergunta, que esta professora recebeu:
- "Porque vivemos num sistema monárquico".
Numa outra prova oral de Direito Constitucional, o examinador pergunta ao aluno:
- Quem substitui o presidente Jorge Sampaio em caso de impossibilidade temporária deste?
- A mulher dele, a Maria José Ritta.
Uma universidade privada em Lisboa, 1997. A correcção manda que se diga que "as leis são emanadas pela Assembleia da República".
Discorrendo sobre o processo legislativo, um aluno responde que "as leis vêm em manadas da Assembleia da República".
1º e 2º ano do curso de Relações Internacionais, numa universidade privada de Lisboa. 1988/1996. Algumas preciosidades.
- Quem é o actual presidente dos Estados Unidos?
- O Perez Troika.
- Paris é a capital de que país?
- Bruxelas.
- Quando foi a Revolução Liberal em Portugal?
- Em 1640.
- Diga-me, por favor, o que é a Nato.
- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.
- E a OTAN?
- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aí a doutrina divide-se.
- Então diga-me lá qual era o nome próprio de Hitler?
- Heil.
- Minha senhora, em que época histórica situa Adolfo Hitler?
- No século XVIII, senhor professor.
- Tem a certeza?
- Não! Desculpe. No século XVII.
- Quem foi o grande impulsionador do nazismo?
- (o aluno, rápido e incisivo) O Fura João Hitler.
- O "Fura".
- Sim. É a designação hierárquica de Hitler.
Numa outra oral. Cadeira de História das Ideias Políticas e Sociais.
- Qual é a obra de fundo de Adolfo Hitler?
- É a Bíblia alemã.
- Pode dizer-me o que é um genocídio?
- É a morte dos genes.
- Como?
- É a morte dos genes e dos fetos.
Cadeira de Direito Internacional Público, uma universidade privada do Porto.
O professor, desesperado com a vacuidade das respostas de certo aluno em orais da especialidade, resolve tentar ajudar, recorrendo à geografia. Questionado sobre a localização da Escandinávia, o aluno responde que fica algures na Ásia. O examinador, rendido, brinca agora.
- Podemos então passar a chamar-lhe Escandinásia.
- Se calhar, senhor doutor.
- Não sabe que a Escandinávia fica na Europa?
- Pois é, tem razão!
- E fica a Norte ou a Sul?
- A sul.
- E sabe apontar-me alguma característica dos escandinavos?
- (o aluno, depois de longa pausa) Bem, eu acho que eles não são pretos
Oral da cadeira de Anatomia do curso de medicina
Prof: Descreva o fígado.
Aluno: Os fígados...
Prof: Os fígados??!! Quantos são?
Aluno: Dois. Direito e esquerdo!
Oral da cadeira de psicologia do curso de medicina
- Onde se localiza o centro de inteligência...? (área do córtex cerebral)
- Nos Estados Unidos da América.
Curso de Segurança Social, numa universidade privada lisboeta.
- Diga-me lá porque é que a taxa de natalidade é menor nos países desenvolvidos.
- Porque se trabalha mais do que nos países subdesenvolvidos.
- Ai sim?
- E tem-se menos tempo.
- Menos tempo para quê?
- (o aluno, hesitante e já embaraçado) Menos tempo para fazer amor.
Oral na Faculdade de Medicina de Coimbra
- Minha senhora, diga-me, por favor, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal. A aluna retorce-se, transpira, cora indecentemente. Decide mesmo recusar-se a responder à pergunta. Numa sucessão de respostas infelizes a outras questões, acaba por chumbar. Na oral imediatamente seguinte, o professor resolve insistir na pergunta.
- Minha senhora, qual é o órgão do corpo humano que dilata até sete vezes o seu tamanho normal?
- (a aluna, respondendo prontamente) É a íris, senhor professor.
- (O examinador, com um sorriso largo) Por favor, diga à sua colega que vai ter muitas desilusões ao longo da vida.
Exame numa universidade privada, em Lisboa
- Dê-me um exemplo de um mito religioso.
- Um mito religioso? Sancho Pança.
(estupefacto, o professor pede ao aluno para este escrever o que acabou de dizer. O aluno escreve no papel: "S. Xupanssa").
Prova oral da cadeira de Direito Constitucional, numa Universidade privada de Lisboa.
- O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.
- Quais são as batalhas mais importantes da história portuguesa?
- Antes de mais, senhor doutor, a batalha de Alves Barrota.
O exame terminou aqui.
Num instituto superior da capital, 1º ano de Relações Internacionais.
A cadeira é Ciência Política. O professor é um distinto deputado à Assembleia da República. A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974: "A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano". Obviamente, chumbou.
Outra versão, ainda mais criativa, desta vez numa Universidade privada de Lisboa, no 3ºano de Relações Internacionais.
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino Caetano.
- (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que, entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel.
Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.
Uma professora de Direito Constitucional numa universidade privada do Porto questiona o aluno sobre a Constituição de 1933. Esta consagra a impossibilidade de os descendentes da casa de Bragança se candidatarem à presidência da República.
- "Diga-me lá porque é que D. Duarte, segundo a Constituição portuguesa de 1933, não poderia candidatar-se à presidência da república?".
- "Porque ele é actualmente o presidente português".
Noutra resposta à mesma pergunta, que esta professora recebeu:
- "Porque vivemos num sistema monárquico".
Numa outra prova oral de Direito Constitucional, o examinador pergunta ao aluno:
- Quem substitui o presidente Jorge Sampaio em caso de impossibilidade temporária deste?
- A mulher dele, a Maria José Ritta.
Uma universidade privada em Lisboa, 1997. A correcção manda que se diga que "as leis são emanadas pela Assembleia da República".
Discorrendo sobre o processo legislativo, um aluno responde que "as leis vêm em manadas da Assembleia da República".
1º e 2º ano do curso de Relações Internacionais, numa universidade privada de Lisboa. 1988/1996. Algumas preciosidades.
- Quem é o actual presidente dos Estados Unidos?
- O Perez Troika.
- Paris é a capital de que país?
- Bruxelas.
- Quando foi a Revolução Liberal em Portugal?
- Em 1640.
- Diga-me, por favor, o que é a Nato.
- É a Organização do Tratado do Atlântico Norte.
- E a OTAN?
- (o examinado, depois de pensar demoradamente) Bem, aí a doutrina divide-se.
- Então diga-me lá qual era o nome próprio de Hitler?
- Heil.
- Minha senhora, em que época histórica situa Adolfo Hitler?
- No século XVIII, senhor professor.
- Tem a certeza?
- Não! Desculpe. No século XVII.
- Quem foi o grande impulsionador do nazismo?
- (o aluno, rápido e incisivo) O Fura João Hitler.
- O "Fura".
- Sim. É a designação hierárquica de Hitler.
Numa outra oral. Cadeira de História das Ideias Políticas e Sociais.
- Qual é a obra de fundo de Adolfo Hitler?
- É a Bíblia alemã.
- Pode dizer-me o que é um genocídio?
- É a morte dos genes.
- Como?
- É a morte dos genes e dos fetos.
Cadeira de Direito Internacional Público, uma universidade privada do Porto.
O professor, desesperado com a vacuidade das respostas de certo aluno em orais da especialidade, resolve tentar ajudar, recorrendo à geografia. Questionado sobre a localização da Escandinávia, o aluno responde que fica algures na Ásia. O examinador, rendido, brinca agora.
- Podemos então passar a chamar-lhe Escandinásia.
- Se calhar, senhor doutor.
- Não sabe que a Escandinávia fica na Europa?
- Pois é, tem razão!
- E fica a Norte ou a Sul?
- A sul.
- E sabe apontar-me alguma característica dos escandinavos?
- (o aluno, depois de longa pausa) Bem, eu acho que eles não são pretos
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