O blog da liberdade de pensamento e expressão onde dou assas aos meus pensamentos e ao que me vai na Alma
24/05/2009
Votar ???
SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, é muito mais eficiente do que risca-lo.
Nenhum politico fala nisto... porquê?????????
Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.
Imaginem só a bronca.......::::))))))))
A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.
Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.
VOTEM EM BRANCO......!!!!!!!!!!!!!!
A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que não queremos ESTES políticos!!!
Espalhem para se obter a maioria e para que outros não obtenham de nova uma maioria pelos perigos que isso representa para a Democracia como tem sido visível nos últimos tempos
22/05/2009
Palavras para que!!!!!!!!
Neste triste episódio assistimos aqui a coisas verdadeiramente preocupantes e se calhar começa a ser altura de haver um maior controle sobre o nível de qualidade dos Professores que temos actualmente a ensinar os nossos Filhos, e de mudar esta mentalidade que se tem passado nos últimos anos de pessoas que tiram cursos que no final vem que não tem nenhuma saída profissional que não seja ir dar aulas, e como se tem estado a ver nos últimos tempos tal politica esta a dar maus resultados e que a continuar poderá ser ainda mais catastrófico.
Mas neste episódio temos aqui vários casos o 1.º claro é porque é que uma Professora de História passa a aula a falar de Sexo se ainda fosse o sexo que o D.Afonso Henriques faz ou algum episódio sexual da nossa História mas não era dos alunos e como já ouvi mais de que uma pessoa a dizer e com razão deve de andar uma crise a este nível lá por casa desta Professora. O 2.º aspecto relevante é a táctica usada por esta Senhora Professora de intimidação bem ao nível da Máfia e que contribui bastante para o enriquecimento cultural daqueles alunos, bem como o facto de esta Senhora se sentir bastante importante por ter um curso superior que se acha dona da razão e de que pessoas com menos instrução como a Mãe daquela aluna são seres inferiores.
Mas para mim o melhor vem no final, esta Senhora Professora esta a pensar em processar a aluna que gravou uma das aulas onde a dita passou a aula a falar de sexo em vez de dar a matéria do programa de historia que segundo sei não tem nenhum complemento de educação Sexual, quando ouvi isto pensei que era piada mas parece ser verdade então esta aluna cansada de ouvir falar em sexo em vez de historia e se calhar a pensar que para o ano vai ter problemas nesta disciplina porque neste ano nada aprendeu de historia mas sim muito sobre sexo.
E por isso acho incrível como e que esta Senhora Professora tenha o desplante de ainda pensar em processar a aluna e espero que o Ministério da Educação não só expulse esta Professora como também sejam aplicados castigos aos membros do conselho de administração que segundo consta já havia vai para 3 anos rumores de esta situação e nunca se dignou a não só investigar o caso como a actuar e para variar quem fica prejudicado são os alunos.
Agora só espero é que esta Senhora Professora não seja membro do Partido porque senão é mais um caso para o esquecimento.
E por isso digo palavras para que é uma artista Portuguesa pois com certeza!!!!!!!!
20/05/2009
A Anedota em que se transformou o nosso País !!!
-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr
um piercing.
- Um jovem de 18 anos recebe 200€ do Estado para não trabalhar; um idoso
recebe de reforma 236€ depois de toda uma vida do trabalho.
-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3
anos a corrigir o erro.
-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2
1000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
-Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas
sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e
empregados. No Fórum Montijo a WC da Pizza Hut fica a 100 mts e não tem local
para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao
petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga
ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é
proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o
primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e
é engenheiro.
- Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem
de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é
violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o
estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6
presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado,
não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa
ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa
de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de
guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da
pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto
do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já
estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal,
constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a
trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil,
se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas
8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
-Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um
medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.
E agora?! Sim eu sei, vais voltar a olhar para o teu umbigo e dizer que tudo
está bem, ou se disseres que está mal.. que pensas fazer em relação a isto?!
..deixar que os outros resolvam por ti?! Então mereces tudo isto em dobro.
Mexe-te, grita, mostra a tua indignação e luta, ou em breve poderás ser tu e
os teus dentro destas estatísticas e o teu vizinho fará como tu. Olhará para
o lado.
19/05/2009
VOCÊ É ESPECIAL
É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você. É ter maturidade para falar: "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você".
Ser feliz é ter a capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria. Que nos seus Invernos seja amigo da sabedoria. E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama. Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível. Porque você, você é especial!
Pessoas especiais sabem dividir seu tempo com os outros. São honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sabem que o amor é parte de tudo.
Pessoas especiais têm coragem de se doar aos outros, sem nenhum interesse oculto. Não têm medo de ser vulneráveis, acreditam que são únicas e gostam de ser quem são. Pessoas especiais se importam com a felicidade dos outros e os ajudam a conquista-la.
Pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela e mais feliz.
25/04/2009
19/04/2009
Inacreditável!!!!
A mim pessoalmente depois de ter colocado a imagem que era a "cara" do movimento de contestação e de ter enviado as pessoas do meu grupo de Amigos mensagens a informar sobre esta situação que se estava a passar e de estas mesmas ter detectado que não foram entregues e depois recebi uma mensagem da administração do espaço através da moderadora de comentários a me informar que tinha sido detectado um vírus na minha conta, ora por norma o meu anti-vírus quando tal acontece dá me logo uma indicação e tal não aconteceu mas eu por descargo de consciência decidi fazer uma verificação que me informou do que eu já sabia que nenhum vírus foi encontrado ou seja tal mensagem foi um aviso para "não levantar ondas" e eu decidi resolver logo o problema pela raiz fechei a minha conta sem antes apresentar o meu protesto pela falta de liberdade de expressão no referido espaço.
É triste vermos estas novas formas de censura encapuçadas pela chamada Democracia que é se fizeres as coisas como nos mandamos ou gostamos esta tudo bem se protestares por algo ou "levantares ondas" arranjam maneiras de "democraticamente" de silenciarem e aqui na net que podia de ser um veiculo de podermos protestar e de alertarmos para atentados as várias formas de Liberdade também aqui já começa a aparecer as censuras, é triste ainda acontecer isto em pleno Século XXI depois das várias experiências do passado.
Tropfest NY 2008 winner, "Mankind Is No Island" by Jason van Genderen
Vi este vídeo no blog do Pedro Ribeiro da Comercial e tal como na mensagem dele também eu concordo com o titulo que deu "Um murro no Estômago" que penso que este Mundo esta a precisar de levar uns quantos ver se acordamos antes que seja tarde de mais, é urgente mudar as politicas e maneiras de pensar.
07/04/2009
Europa
Os homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres. Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção. Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil. A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de 'emigração ética'.Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizara responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens,desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.Que esta história se passe o século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb 'emigração ética'. Damos às mulheres 'uma oportunidade', dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil,uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos. Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ao.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que se presume de humana e humanista, às vezes mete nojo.
29/03/2009
Breves
JUSTIÇA:
-Avelino Ferreira Torres Absolvido dos crimes de corrupção, Peculato, Abuso de poder, e de seguida vai ser o Isaltino apesar de já ter confessado que fugiu ao fisco em 1990 mas o mais engraçado é que como justificação disse que nessa altura toda a gente com mais de 50 anos recorria a estas práticas (???),depois da Fátima Felgueiras e agora o Avelino só falta o Isaltino e Beatificar o Sócrates no caso Freeport.
- Homem atira ácido e esfaqueia a Mulher e sai em Liberdade.
- Homem é apanhado a roubar numa loja um telemóvel e fica em prisão a aguardar julgamento, ou seja é mais grave roubar do que agredir ou tentar matar a Mulher.
-Na Áustria Josef Fritzl foi apanhado, julgado e condenado em menos de 1 ano por cá os processos Casa Pia, Esmeralda e outros menos badalados arrastam-se nos tribunais vários anos é parecido não é??
- As obras de reforma do parlamento custaram cerca de 4,5 Milhões de Euros, tudo bem que eram já necessárias mas em tempos de crise como os que vivemos actualmente não poderiam ter sido um pouco menos gastadores?
- Como protesto pelas palavras inacreditáveis do Papa em África sobre o uso do preservativo varias organizações enviaram ao Papa por correio cerca de 60.000 preservativos, como diz o ditado "pela boca morre o peixe"
- Fez ontem 50 Anos (28.03.59) que a China ocupou o Tibet o que levou ao exílio do Dalai Lama para a Índia, e mesmo com todas as atrocidades cometidas pelas autoridades Chinesas, pelos atentados a cultura Tibetana e aos direitos humanos 50 anos ainda não foi tempo suficiente para o Mundo acabar com esta ocupação e privação de Liberdade do povo Tibetano que infelizmente não tem nem Petróleo nem outra qualquer riqueza que não seja a sua cultura, é pena!!!
27/03/2009
Será verdade? DUBAI...O SONHO ACABOU.
DUBAI...O SONHO ACABOU.
Economia internacional
Crise:
estrangeiros abandonam Dubai com pedido de desculpas
Robert F. Worth
Sofia, uma francesa de 34 anos, se mudou para Dubai um ano atrás e aceitou um emprego em publicidade. Ela confiava tanto em que a economia de Dubai continuaria a crescer rapidamente que adquiriu um apartamento por quase US$ 300 mil, com uma hipoteca de 15 anos.
Agora, como muitos dos trabalhadores estrangeiros que compõem cerca de 90% da população do Dubai, ela foi demitida e enfrenta a perspectiva de se ver forçada a deixar a cidade no Golfo Pérsico -ou ainda pior.
"Estou muito assustada com o que pode acontecer, porque comprei um imóvel aqui", diz Sofia, que pediu que seu sobrenome não fosse informado porque ela está procurando emprego. "Se não puder pagar as prestações, me disseram que posso ser presa por dívidas".
Com a economia do Dubai em queda livre, os jornais informam que existem mais de 3 mil automóveis abandonados no estacionamento do aeroporto, deixados por estrangeiros endividados que fugiram do país (e podem de fato terminar na cadeia caso não paguem suas contas). Diz-se que dentro de alguns dos carros foram encontradas facturas de cartões de crédito com os limites estourados, e pedidos de desculpa colados aos para-brisas.
O governo diz que o número real de fugitivos é muito inferior. Mas a história contém pelo menos uma dose de verdade. As pessoas que perdem o emprego em Dubai também perdem seu visto de trabalho e precisam sair do país em prazo de um mês. Isso gera queda no consumo, deprime o mercado de habitação e reduz os preços dos imóveis, o que resulta em uma espiral de baixa que deixou certas porções de Dubai - até recentemente vista como super potência económica do Oriente Médio - com cara de cidade fantasma.
Ninguém sabe até que ponto vão os problemas, ainda que seja claro que dezenas de milhares de pessoas deixaram o país, os preços dos imóveis dispararam e dezenas de grandes projectos de construção em Dubai foram suspensos ou cancelados. Mas com o governo resistindo a fornecer dados, é inevitável que surjam boatos, o que prejudica a confiança e abala ainda mais a economia.
Em lugar de avançar na direcção de uma maior transparência, os Emirados Árabes Unidos parecem estar caminhando em sentido oposto. Um anteprojecto de lei de mídia que está em debate tornaria crime prejudicar a reputação ou economia do país, e a pena é de multa de até um milhão de dirhams (US$ 272 mil). Há quem diga que isso já está exercendo efeito negativo quanto ao trabalho de reportagem sobre a crise.
No mês passado, jornais locais informaram que Dubai estava revogando 1,5 mil vistos ao dia, de acordo com fontes não identificadas no governo. Perguntado sobre esse número, Humaid bin Dimas, porta-voz do Ministério do Trabalho de Dubai, disse que não o confirmaria ou negaria, e se recusou a fazer outros comentários. Há quem diga que número real é muito mais elevado.
"No momento, todos parecem prontos a acreditar no pior", diz Simon Williams, economista chefe do HSBC em Dubai. "E os limites à divulgação de dados tornam difícil rebater os boatos".
Algumas indicadores são claros. Os preços dos imóveis, que subiram dramaticamente durante os seis anos de boom em Dubai, caíram 30% ou mais nos últimos dois ou três meses, em certas áreas da cidade. Na semana passada, a agência de classificação de crédito Moody's Investor's Service anunciou que poderia rebaixar sua classificação para seis das mais importantes empresas estatais de Dubai, mencionando uma deterioração nas perspectivas económicas. Há tantos carros de luxo usados à venda que eles têm sido negociados por preços 40% inferiores aos praticados dois meses atrás, dizem comerciantes de automóveis. As estradas de Dubai, em geral repletas de tráfego nessa época do ano, agora estão quase vazias.
Alguns analistas dizem que a crise deve ter consequências duradouras para os Emirados Árabes Unidos, uma federação de sete emirados na qual Dubai vem sendo o irmão caçula rebelde de Abu Dhabi, mais conservador e rico em petróleo. O governo de Dubai engoliu o orgulho e deixou claro que aceitaria um resgate, mas Abu Dhabi até agora só ofereceu assistência aos bancos locais.
"Por que Abu Dhabi está permitindo que a reputação internacional do vizinho seja destruída quando poderia resgatar os bancos de Dubai e restaurar a confiança?", pergunta Christopher Davidson, que previu a actual crise em Dubai em um livro publicado no ano passado.
"Talvez o plano seja centralizar os emirados" sob o controle de Abu Dhabi, ele especulou, o que reduziria fortemente a independência de Dubai e poderia mudar seu estilo mais aberto.
Para muitos estrangeiros, Dubai parecia um refúgio, inicialmente, relativamente isolada contra o pânico que começou a varrer o mundo no ano passado. O Golfo Pérsico está protegido por suas vasta riqueza petrolífera, e pessoas que perderam empregos em Nova York e Londres começaram a se candidatar a postos aqui.
Mas Dubai, ao contrário dos vizinhos Abu Dhabi e Arábia Saudita, não tem petróleo, e construiu sua reputação com os imóveis, finanças e turismo.
Agora, muitos expatriados consideram que tudo foi uma trapaça. Rumores exagerados se espalham com facilidade. O Palm Jumeira, um complexo imobiliário construído em uma ilha artificial, estaria afundando, e diz-se que só baratas saem das torneiras dos hotéis lá construídos.
"As coisas vão melhorar? Dizem que sim, mas não sei mais em que acreditar", diz Sofia, que ainda espera encontrar emprego antes que seu tempo se esgote. "As pessoas estão entrando em pânico rapidamente".
23/03/2009
Reflexões do Professor Medina Carreira
Reflexões do Professor Medina Carreira
Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas
portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto.
Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu e a não
perder.
"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1
ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»....Se as pessoas soubessem o que é
0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias...
Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar..."
"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular.
Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero
ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
"Ainda ?há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava
uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar
«6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é
falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"
"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste.
Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% em 2...esta
economia não resiste num país europeu."
"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar
coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."
"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este
dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'ra gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos?
Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto,
se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a
funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da
Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado
aquilo for..."
"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim e fazer alguma
coisa..."
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal.
Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi
para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio
dourado", ou então é entupido e cercado."
"Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e
depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha
que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da
polícia...
Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da
diferença!"
"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o
país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na
estratégia, e vamos ter ,eventualmente, o nome de Lisboa no tratado.
É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."
"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a
prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
-Prometem aquilo que sabem que não podem."
"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:
Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não
quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar.
Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar?
Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles
que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar
tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática
é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por
conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira!
Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser
completamente desgraçada! "
"A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice.
O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema.
Ainda mais agora com o problema do petróleo.
"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos
encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir
mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada.
Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os
partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de
maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:
A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o
Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades
em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam,
discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal
nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...»
Saibamos olhar para os nossos problemas e resolve-los e deixemos lá os
outros...
Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar
para os outros. Olhemos para nós!"
"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.
Quando passar lá fora, a crise passará cá.
Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos
problemas, com a nossa crise.
Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a
maldita crise. Não é!"
"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a
48 milhões de euros por dia:
Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal
deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"
"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas
nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir
dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e
depois ele sai logo a seguir..."
"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na
Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação...
Poupe-me a esse espectáculo...."
"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já
disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr
disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes
professores? Eu também, agora, para quê?
Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem
a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande
professor? Ele não está para aturar aquilo...
Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia
das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira»."
"Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que
andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir
Medicina... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas
novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem
vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a
levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as
desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades
ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem
justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um
caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."
"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais
pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos
outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito».
Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e
agora acho que vai haver «muito barulho».
Os portugueses que interpretem o que quiserem..."
"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de
Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas
e que a economia está a responder, é mentira!
Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa
nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente
útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a
angústia da economia portuguesa."
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta
interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os
políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...
Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...
Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político. E um empresário é um empresário. E não deve haver
confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio.
Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali,
tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá
saúde nenhuma à sociedade."
"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de
seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir
computadores, eles não são ministros! Eles não são pagos nem escolhidos para
isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes
problemas do país!"
"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem
«este tipo é chato, é pessimista»....
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem
estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os
portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir,
porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices,
param para ouvir. O Português está farto de ser enganado!
Todos os dias tem a sensação que é enganado!"*
12/03/2009
Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes...
Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes... pelo menos é o que muitos pensam ser verdade... até abrirem os olhos.
Para quem não é de cá, ou não sabe o que são os "ajustes directos", eu explico. Como gastar o dinheiro público é uma coisa que deve ser feita com muita responsabilidade, a maior parte dos fornecedores das entidades públicas é seleccionada por concurso público, onde vários fornecedores apresentam a sua melhor proposta, sendo depois escolhida a "melhor" em função de vários critérios (preço mais barato, serviços apresentados, etc.)
No entanto, como se imagina, isto é impraticável de ser feito para tudo o que uma câmara municipal, faculdade, universidade, etc. tenha que comprar. E portanto, há coisas que são compradas directamente, a quem eles muito bem entenderem... e aparentemente, ao preço que muito bem lhes apetecer!
E finalmente, graças ao portal da transparência , podemos ver finalmente onde e como esse dinheiro é gasto.
Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:
1) gastar mais de 10.000,00 euros num GPS para um instituto público como o ISEP - quando nos dizem que não há dinheiro para baixar as propinas aos alunos.
2) Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas - pela módica quantia de 97.560,00 EUROS (!!!)
3) Em Vale de Cambra, vai-se mais longe... e se pensam que o Ferrari do Cristiano Ronaldo é caro, esperem para ver quanto custa um autocarro de 16 lugares para as crianças : 2.922.000,00 € É isso mesmo: quase 3 milhões de euros???
4) No Alentejo, as reparações de fotocopiadoras também não ficam baratas:
Reparação de 2 Fotocopiadores WorkCentre Pró 412 e Fotocopiador WorkCentre PE 16 do Centro de Saúde de Portel:45.144,00 €
5) Ao menos em Alcobaça, a felicidade e alegria as crianças fala mais alto: 8.849,60€ para a Concentra em brinquedos para os filhos dos funcionários da câmara!
Crianças... se não receberam uma Nintendo Wii no Natal, reclamem ao Pai Natal, porque alguém vos atrofiou o esquema
6) Mas voltemos ao Alentejo, onde - por uns meros 375.600,00 Euros se podem adquirir: "14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga"
Ora... 14x3 + 10x2 = 62 cadeiras... a 375.600,00 euros dá um custo de...6.058,00 Euros por cadeira!
Mas, pensando bem, num país onde quem precisa de ir a um hospital passa mais tempo sentado à espera do que a ser atendido - talvez justifique investir estes montantes no conforto dos utentes...
7) Em Ílhavo, a informática também está cara, 3computadores e mais uns acessórios custam 380.666,00 €
Sem dúvida, uns supercomputadores para a Câmara Municipal conseguir descobrir onde andam a estourar o orçamento.
8) Falando em informática, se se interrogam sobre o facto da Microsoft ser tão amiga do nosso País, e de como o Bill Gates é/era o homem mais rico do mundo... é fácil quando se olham para as contas: Renovação do licenciamento do software Microsoft: 14.360.063,00 €
Já diz o ditado popular: Dezena de milhão a dezena de milhão, enche a Microsoft o papo!
(Já agora, isto dava para quantas reformas de pessoas que trabalharam uma vida inteira)
9) Mas, para acabar em pleno, cagar na capital fica caro meus amigos! A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa gastou 5.806,08 € em 9072 rolos de papel higiénico ! Ora, uma pesquisa rápida pela net revelou-me que no Jumbo facilmente encontro rolos de papel higiénico (de folha dupla, pois claro! - pois não queremos tratar indigna mente os rabos dos nossos futuros doutores) por cerca de 0,16 Euros a unidade...
É "apenas" quatro vezes mais do que qualquer consumidor consegue comprar - e sem sequer pensarmos no factor de "descontos" para tais quantidades industriais.
Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não?
Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)
Ó MEUS AMIGOS.... como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures . Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???
É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado?
Isto até me deixa doente... é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!)
Querem mais? Divirtam-se no portal da transparência !
Sugestões de pesquisa: viagens, viaturas, Natal...
Outros candidatos a roubalheira do ano:
"Projecto tempus - viagem aérea Faro / Zagreb e regresso a Faro para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008" - 33.745,00 euros .
"Aluguer de iluminação natalícia para arruamentos na cidade de Estremoz" - 1.915.000,00 euros
Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines" - 1.236.500,00 euros
6 kit de mala piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas" - 106.596,00 euros (Por este valor compravam 6 automóveis, todos equipados, e ainda sobrava dinheiro!)
O misterioso caso do "Router de 400 euros comprado por 35.000,00 Euros
28/02/2009
Decencia!!!
10/02/2009
A crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas
produzia e vendia o melhor cachorro quente da região.
Ele preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava
cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo
comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor
pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a
grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava e prosperava . . .
O seu cachorro quente era o melhor!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores
Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai
continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e
teve uma séria conversa com o pai :
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não
vai à Internet e não lê os jornais?
Há uma grande crise no mundo.
A situação do nosso País é crítica.
Está tudo ruim.
O mundo está em colapso.
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê
jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar
com a razão!***
Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato
( e é claro, pior ).
Começou a comprar salsichas mais baratas ( que era, também, pior).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz
alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram
caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de
cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o
filho estudar Economia na melhor Faculdade... quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho: - 'Você estava certo, meu
filho, nós estamos no meio de uma grande crise. 'e comentou com os
amigos, orgulhoso:
- 'Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele avisou-me da crise ...'
Aprendemos uma grande lição :
Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos
o devido cuidado, essas más noticias vão influenciar-nos ao ponto de
roubar a prosperidade de nossas vidas.
24/01/2009
Portugal no seu melhor (ou talvez não)!!!!
SER PORTUGUÊS É:
- Levar arroz de frango para a praia.
- Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
- Lavar o carro na rua, ao domingo.
- Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
- Passar o domingo no shopping.
- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
- Ter bigode.
- Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.
- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
- Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.
- Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
- Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
- Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.
- Já ter 'ido à bruxa'.
- Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
- Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
- Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
- Ter três telemóveis.
- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
- Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
- Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
- Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
- Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.
Viva Portugal, carago...
P.S -em jeito de anedota enviada por uma pessoa amiga e apesar de não concordar não só com algumas coisas como este habito que começa a já ser irritante de passarmos a vida a dizer mal do que é nacional em vez de olharmos por exemplo aqui para o lado para "nuestros hermanos" que em 1.º estão eles e depois em 2,3 4 e 5.º eles e só depois os outros.
Enquanto isso não só por cá mas a nível mundial a palavra que mais se ouve é Crise e tempos difíceis mas hoje num programa matinal na TV ouvi pela primeira vez alguém com um discurso realista e não de "coitadinho" ou de revolta que era nestes tempos em vez dos nos andarmos sempre a queixar fazer por tentar neste caso falava no caso da restauração de apresentar belos pratos porque os olhos também comem com boa qualidade e eu acrescento deixarmos os problemas em casa e apresentarmos um sorriso na cara e simpatia para assim não só tentarmos manter os clientes habituais como podermos ganhar novos clientes e assim ultrapassarmos este tempos que se avizinham mais difíceis e isto serve para todos os ramos se em vez do discurso do coitadinho em vez disso aplicarmos o nosso tempo a melhorar não só os nossos produtos publicitarmos os mesmos alem fronteiras como outros o fazem e bem e com bons resultados basta 3 factores Qualidade, preços competitivos e saber vender os produtos com garra, simpatia e alguma acutilância penso ser os factores para que a tão apregoada crise possa por cá não ser tão sentida.
Soube a pouco tempo que actualmente a nível internacional face as politicas não só governamentais como de gerência dos nossos empresários que actualmente e neste caso falo de um ramo com algum peso e importância como a Construção Civil e Decoração em que assim que lá fora recebem pedidos de fornecimento de mercadorias e sabendo que o pedido vem de Portugal as Fabricas por um lado torcem o nariz e por outro "obrigam" os empresários nacionais a 1.º se quiserem enviar o dinheiro e só depois a mercadoria ou segue ou é dado ordem de ser fabricado e quando as empresas são de grande dimensão ainda conseguem agora quando é uma pequena ou média empresa esta ou deixa de vender ou pede ao seu cliente final o mesmo e em termos de aceitação ou possibilidade para pagar 1.º e só depois ter a obra feita é muito baixa e tudo isto graças a pouca credebilidade e honestidade e grandes prazos de pagamento não só dos nossos empresários como dos nossos governantes e suas politicas é triste saber que lá por fora o nosso nome esta em tão baixo nível de consideração e honestidade é triste!!!!
04/01/2009
27/12/2008
20/11/2008
Por Mia Couto
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.
Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008