19/04/2009

Inacreditável!!!!

A cerca de 6 meses a traz conheci um espaço onde por lá podia conversar e conhecer pessoas com algum nível tanto pessoal como cultural e apesar da maioria das pessoas andarem por lá apenas numa de como eu passar o tempo e umas horas de amena "cavaqueira" mas como em tudo e em todo o lado havia sempre aqueles/as que o utilizavam para dar azo as suas frustrações pessoais e sexuais mas isso no final até foi o menos o pior foi que nos últimos tempos por parte da administração do tal espaço começou a bloquear perfis a torto e a direito e na grande maioria tal como o acabaram por fazer a mim porque tomei conhecimento de uma situação no mínimo caricata que foi um utilizador colocou um vídeo que ate já tinha visto num outro utilizador mas de outro país (porque este espaço é internacional) e sem qualquer justificação inicial a referida administração decidiu lhe bloquear o espaço e depois de muitas mensagens enviadas finalmente veio a saber que era por causa do referido vídeo e tendo depois tentado de novo contactar a administração do tal espaço mas sempre sem sucesso então decidiu organizar um protesto, só que desde ai bastantes pessoas que se juntaram a ele tem visto as suas páginas bloqueadas, e a ultima situação que tomei conhecimento ainda é mais grave que foi uma utilizadora que leu num blog de outro utilizador alguns comentários e ideias de apoio a causa Nazi e esta decidiu não só protestar com o referido autor de tais barbaridades como junto da administração do espaço através da moderadora de comentários, e sendo esta utente também ela uma das apoiantes do protesto que falei anteriormente qual não foi o espanto dela de que ao tentar abrir o seu espaço viu que o mesmo foi bloqueado e que o espaço do referido autor das palavras de apoio a causa Nazi continuava aberto ou seja para estes Senhores é mais grave uma pessoa ser seguidora de um movimento pacifico contra a politica de funcionamento do referido espaço (em que o protesto é de estarmos 1 dia sem fazer login nesse espaço)do que um "senhor" que defende ideias e ideais que a própria história condenou.
A mim pessoalmente depois de ter colocado a imagem que era a "cara" do movimento de contestação e de ter enviado as pessoas do meu grupo de Amigos mensagens a informar sobre esta situação que se estava a passar e de estas mesmas ter detectado que não foram entregues e depois recebi uma mensagem da administração do espaço através da moderadora de comentários a me informar que tinha sido detectado um vírus na minha conta, ora por norma o meu anti-vírus quando tal acontece dá me logo uma indicação e tal não aconteceu mas eu por descargo de consciência decidi fazer uma verificação que me informou do que eu já sabia que nenhum vírus foi encontrado ou seja tal mensagem foi um aviso para "não levantar ondas" e eu decidi resolver logo o problema pela raiz fechei a minha conta sem antes apresentar o meu protesto pela falta de liberdade de expressão no referido espaço.
É triste vermos estas novas formas de censura encapuçadas pela chamada Democracia que é se fizeres as coisas como nos mandamos ou gostamos esta tudo bem se protestares por algo ou "levantares ondas" arranjam maneiras de "democraticamente" de silenciarem e aqui na net que podia de ser um veiculo de podermos protestar e de alertarmos para atentados as várias formas de Liberdade também aqui já começa a aparecer as censuras, é triste ainda acontecer isto em pleno Século XXI depois das várias experiências do passado.

Tropfest NY 2008 winner, "Mankind Is No Island" by Jason van Genderen

Vi este vídeo no blog do Pedro Ribeiro da Comercial e tal como na mensagem dele também eu concordo com o titulo que deu "Um murro no Estômago" que penso que este Mundo esta a precisar de levar uns quantos ver se acordamos antes que seja tarde de mais, é urgente mudar as politicas e maneiras de pensar.

07/04/2009

Europa

Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa e as suas Mulheres e maneiras de pensar dito Europeu.

Os homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres. Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção. Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil. A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de 'emigração ética'.Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizara responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens,desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.Que esta história se passe o século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb 'emigração ética'. Damos às mulheres 'uma oportunidade', dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil,uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos. Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ao.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que se presume de humana e humanista, às vezes mete nojo.

29/03/2009

Breves

Breves noticias sobre este belo pais a beira mar plantado e deste mundo louco.

JUSTIÇA:

-Avelino Ferreira Torres Absolvido dos crimes de corrupção, Peculato, Abuso de poder, e de seguida vai ser o Isaltino apesar de já ter confessado que fugiu ao fisco em 1990 mas o mais engraçado é que como justificação disse que nessa altura toda a gente com mais de 50 anos recorria a estas práticas (???),depois da Fátima Felgueiras e agora o Avelino só falta o Isaltino e Beatificar o Sócrates no caso Freeport.

- Homem atira ácido e esfaqueia a Mulher e sai em Liberdade.

- Homem é apanhado a roubar numa loja um telemóvel e fica em prisão a aguardar julgamento, ou seja é mais grave roubar do que agredir ou tentar matar a Mulher.

-Na Áustria Josef Fritzl foi apanhado, julgado e condenado em menos de 1 ano por cá os processos Casa Pia, Esmeralda e outros menos badalados arrastam-se nos tribunais vários anos é parecido não é??

- As obras de reforma do parlamento custaram cerca de 4,5 Milhões de Euros, tudo bem que eram já necessárias mas em tempos de crise como os que vivemos actualmente não poderiam ter sido um pouco menos gastadores?

MUNDO

- Como protesto pelas palavras inacreditáveis do Papa em África sobre o uso do preservativo varias organizações enviaram ao Papa por correio cerca de 60.000 preservativos, como diz o ditado "pela boca morre o peixe"

- Fez ontem 50 Anos (28.03.59) que a China ocupou o Tibet o que levou ao exílio do Dalai Lama para a Índia, e mesmo com todas as atrocidades cometidas pelas autoridades Chinesas, pelos atentados a cultura Tibetana e aos direitos humanos 50 anos ainda não foi tempo suficiente para o Mundo acabar com esta ocupação e privação de Liberdade do povo Tibetano que infelizmente não tem nem Petróleo nem outra qualquer riqueza que não seja a sua cultura, é pena!!!

27/03/2009

Será verdade? DUBAI...O SONHO ACABOU.

Recebi hoje este mail e pergunto será verdade? a ser é muito mau sinal se até ali já chegou desta maneira a crise então que será de noz e da Europa quase toda?

DUBAI...O SONHO ACABOU.

Economia internacional

Crise:

estrangeiros abandonam Dubai com pedido de desculpas

Robert F. Worth

Sofia, uma francesa de 34 anos, se mudou para Dubai um ano atrás e aceitou um emprego em publicidade. Ela confiava tanto em que a economia de Dubai continuaria a crescer rapidamente que adquiriu um apartamento por quase US$ 300 mil, com uma hipoteca de 15 anos.

Agora, como muitos dos trabalhadores estrangeiros que compõem cerca de 90% da população do Dubai, ela foi demitida e enfrenta a perspectiva de se ver forçada a deixar a cidade no Golfo Pérsico -ou ainda pior.

"Estou muito assustada com o que pode acontecer, porque comprei um imóvel aqui", diz Sofia, que pediu que seu sobrenome não fosse informado porque ela está procurando emprego. "Se não puder pagar as prestações, me disseram que posso ser presa por dívidas".

Com a economia do Dubai em queda livre, os jornais informam que existem mais de 3 mil automóveis abandonados no estacionamento do aeroporto, deixados por estrangeiros endividados que fugiram do país (e podem de fato terminar na cadeia caso não paguem suas contas). Diz-se que dentro de alguns dos carros foram encontradas facturas de cartões de crédito com os limites estourados, e pedidos de desculpa colados aos para-brisas.

O governo diz que o número real de fugitivos é muito inferior. Mas a história contém pelo menos uma dose de verdade. As pessoas que perdem o emprego em Dubai também perdem seu visto de trabalho e precisam sair do país em prazo de um mês. Isso gera queda no consumo, deprime o mercado de habitação e reduz os preços dos imóveis, o que resulta em uma espiral de baixa que deixou certas porções de Dubai - até recentemente vista como super potência económica do Oriente Médio - com cara de cidade fantasma.

Ninguém sabe até que ponto vão os problemas, ainda que seja claro que dezenas de milhares de pessoas deixaram o país, os preços dos imóveis dispararam e dezenas de grandes projectos de construção em Dubai foram suspensos ou cancelados. Mas com o governo resistindo a fornecer dados, é inevitável que surjam boatos, o que prejudica a confiança e abala ainda mais a economia.

Em lugar de avançar na direcção de uma maior transparência, os Emirados Árabes Unidos parecem estar caminhando em sentido oposto. Um anteprojecto de lei de mídia que está em debate tornaria crime prejudicar a reputação ou economia do país, e a pena é de multa de até um milhão de dirhams (US$ 272 mil). Há quem diga que isso já está exercendo efeito negativo quanto ao trabalho de reportagem sobre a crise.

No mês passado, jornais locais informaram que Dubai estava revogando 1,5 mil vistos ao dia, de acordo com fontes não identificadas no governo. Perguntado sobre esse número, Humaid bin Dimas, porta-voz do Ministério do Trabalho de Dubai, disse que não o confirmaria ou negaria, e se recusou a fazer outros comentários. Há quem diga que número real é muito mais elevado.

"No momento, todos parecem prontos a acreditar no pior", diz Simon Williams, economista chefe do HSBC em Dubai. "E os limites à divulgação de dados tornam difícil rebater os boatos".

Algumas indicadores são claros. Os preços dos imóveis, que subiram dramaticamente durante os seis anos de boom em Dubai, caíram 30% ou mais nos últimos dois ou três meses, em certas áreas da cidade. Na semana passada, a agência de classificação de crédito Moody's Investor's Service anunciou que poderia rebaixar sua classificação para seis das mais importantes empresas estatais de Dubai, mencionando uma deterioração nas perspectivas económicas. Há tantos carros de luxo usados à venda que eles têm sido negociados por preços 40% inferiores aos praticados dois meses atrás, dizem comerciantes de automóveis. As estradas de Dubai, em geral repletas de tráfego nessa época do ano, agora estão quase vazias.

Alguns analistas dizem que a crise deve ter consequências duradouras para os Emirados Árabes Unidos, uma federação de sete emirados na qual Dubai vem sendo o irmão caçula rebelde de Abu Dhabi, mais conservador e rico em petróleo. O governo de Dubai engoliu o orgulho e deixou claro que aceitaria um resgate, mas Abu Dhabi até agora só ofereceu assistência aos bancos locais.

"Por que Abu Dhabi está permitindo que a reputação internacional do vizinho seja destruída quando poderia resgatar os bancos de Dubai e restaurar a confiança?", pergunta Christopher Davidson, que previu a actual crise em Dubai em um livro publicado no ano passado.

"Talvez o plano seja centralizar os emirados" sob o controle de Abu Dhabi, ele especulou, o que reduziria fortemente a independência de Dubai e poderia mudar seu estilo mais aberto.

Para muitos estrangeiros, Dubai parecia um refúgio, inicialmente, relativamente isolada contra o pânico que começou a varrer o mundo no ano passado. O Golfo Pérsico está protegido por suas vasta riqueza petrolífera, e pessoas que perderam empregos em Nova York e Londres começaram a se candidatar a postos aqui.

Mas Dubai, ao contrário dos vizinhos Abu Dhabi e Arábia Saudita, não tem petróleo, e construiu sua reputação com os imóveis, finanças e turismo.

Agora, muitos expatriados consideram que tudo foi uma trapaça. Rumores exagerados se espalham com facilidade. O Palm Jumeira, um complexo imobiliário construído em uma ilha artificial, estaria afundando, e diz-se que só baratas saem das torneiras dos hotéis lá construídos.

"As coisas vão melhorar? Dizem que sim, mas não sei mais em que acreditar", diz Sofia, que ainda espera encontrar emprego antes que seu tempo se esgote. "As pessoas estão entrando em pânico rapidamente".

23/03/2009

Reflexões do Professor Medina Carreira

O texto é longo,mas vale a pena ler... e ajuizar!

Reflexões do Professor Medina Carreira

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas
portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto.
Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu e a não
perder.

"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1
ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»....Se as pessoas soubessem o que é
0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias...
Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar..."

"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular.
Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero
ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

"Ainda ?há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava
uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar
«6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é
falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"

"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste.
Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% em 2...esta
economia não resiste num país europeu."

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar
coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."

"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este
dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'ra gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos?
Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto,
se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"

"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a
funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da
Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado
aquilo for..."

"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim e fazer alguma
coisa..."

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal.
Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi
para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio
dourado", ou então é entupido e cercado."

"Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e
depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha
que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da
polícia...
Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da
diferença!"

"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o
país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na
estratégia, e vamos ter ,eventualmente, o nome de Lisboa no tratado.
É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."

"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a
prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:
-Prometem aquilo que sabem que não podem."

"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:
Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não
quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar.
Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar?
Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles
que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar
tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática
é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por
conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira!
Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser
completamente desgraçada! "

"A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice.
O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema.
Ainda mais agora com o problema do petróleo.
"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos
encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir
mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada.
Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os
partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de
maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"

"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:
A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o
Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades
em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam,
discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal
nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?
«Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...»
Saibamos olhar para os nossos problemas e resolve-los e deixemos lá os
outros...
Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar
para os outros. Olhemos para nós!"

"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.
Quando passar lá fora, a crise passará cá.
Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos
problemas, com a nossa crise.
Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a
maldita crise. Não é!"

"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a
48 milhões de euros por dia:
Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal
deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"

"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas
nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir
dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e
depois ele sai logo a seguir..."

"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na
Assembleia...Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação...
Poupe-me a esse espectáculo...."

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já
disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr
disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes
professores? Eu também, agora, para quê?
Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem
a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande
professor? Ele não está para aturar aquilo...
Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia
das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira»."

"Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que
andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir
Medicina... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas
novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem
vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a
levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as
desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades
ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem
justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um
caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais
pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos
outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito».
Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e
agora acho que vai haver «muito barulho».
Os portugueses que interpretem o que quiserem..."

"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de
Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas
e que a economia está a responder, é mentira!
Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa
nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente
útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a
angústia da economia portuguesa."

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta
interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os
políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...
Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...
Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político. E um empresário é um empresário. E não deve haver
confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio.
Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali,
tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá
saúde nenhuma à sociedade."

"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos. Este país vai de
seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir
computadores, eles não são ministros! Eles não são pagos nem escolhidos para
isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes
problemas do país!"

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem
«este tipo é chato, é pessimista»....
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem
estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os
portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir,
porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices,
param para ouvir. O Português está farto de ser enganado!
Todos os dias tem a sensação que é enganado!"*

12/03/2009

Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes...

Depois de ler textos como este e de outros que vamos lendo nalguma imprensa ou que circulam pela net cada vez mais tenho vontade de voltar a colocar lá por mais 4 anos anos o "nosso" querido,estimado e muitíssimo honesto e competente primeiro-ministro. Aqui vai um pouco do estado deste nosso pais nesta era Sócrates.

Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes... pelo menos é o que muitos pensam ser verdade... até abrirem os olhos.

Para quem não é de cá, ou não sabe o que são os "ajustes directos", eu explico. Como gastar o dinheiro público é uma coisa que deve ser feita com muita responsabilidade, a maior parte dos fornecedores das entidades públicas é seleccionada por concurso público, onde vários fornecedores apresentam a sua melhor proposta, sendo depois escolhida a "melhor" em função de vários critérios (preço mais barato, serviços apresentados, etc.)

No entanto, como se imagina, isto é impraticável de ser feito para tudo o que uma câmara municipal, faculdade, universidade, etc. tenha que comprar. E portanto, há coisas que são compradas directamente, a quem eles muito bem entenderem... e aparentemente, ao preço que muito bem lhes apetecer!
E finalmente, graças ao portal da transparência , podemos ver finalmente onde e como esse dinheiro é gasto.

Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:

1) gastar mais de 10.000,00 euros num GPS para um instituto público como o ISEP - quando nos dizem que não há dinheiro para baixar as propinas aos alunos.

2) Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas - pela módica quantia de 97.560,00 EUROS (!!!)

3) Em Vale de Cambra, vai-se mais longe... e se pensam que o Ferrari do Cristiano Ronaldo é caro, esperem para ver quanto custa um autocarro de 16 lugares para as crianças : 2.922.000,00 € É isso mesmo: quase 3 milhões de euros???


4) No Alentejo, as reparações de fotocopiadoras também não ficam baratas:
Reparação de 2 Fotocopiadores WorkCentre Pró 412 e Fotocopiador WorkCentre PE 16 do Centro de Saúde de Portel:45.144,00 €

5) Ao menos em Alcobaça, a felicidade e alegria as crianças fala mais alto: 8.849,60€ para a Concentra em brinquedos para os filhos dos funcionários da câmara!

Crianças... se não receberam uma Nintendo Wii no Natal, reclamem ao Pai Natal, porque alguém vos atrofiou o esquema

6) Mas voltemos ao Alentejo, onde - por uns meros 375.600,00 Euros se podem adquirir: "14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga"

Ora... 14x3 + 10x2 = 62 cadeiras... a 375.600,00 euros dá um custo de...6.058,00 Euros por cadeira!

Mas, pensando bem, num país onde quem precisa de ir a um hospital passa mais tempo sentado à espera do que a ser atendido - talvez justifique investir estes montantes no conforto dos utentes...

7) Em Ílhavo, a informática também está cara, 3computadores e mais uns acessórios custam 380.666,00 €

Sem dúvida, uns supercomputadores para a Câmara Municipal conseguir descobrir onde andam a estourar o orçamento.

8) Falando em informática, se se interrogam sobre o facto da Microsoft ser tão amiga do nosso País, e de como o Bill Gates é/era o homem mais rico do mundo... é fácil quando se olham para as contas: Renovação do licenciamento do software Microsoft: 14.360.063,00 €
Já diz o ditado popular: Dezena de milhão a dezena de milhão, enche a Microsoft o papo!

(Já agora, isto dava para quantas reformas de pessoas que trabalharam uma vida inteira)

9) Mas, para acabar em pleno, cagar na capital fica caro meus amigos! A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa gastou 5.806,08 € em 9072 rolos de papel higiénico ! Ora, uma pesquisa rápida pela net revelou-me que no Jumbo facilmente encontro rolos de papel higiénico (de folha dupla, pois claro! - pois não queremos tratar indigna mente os rabos dos nossos futuros doutores) por cerca de 0,16 Euros a unidade...

É "apenas" quatro vezes mais do que qualquer consumidor consegue comprar - e sem sequer pensarmos no factor de "descontos" para tais quantidades industriais.

Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não?

Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)

Ó MEUS AMIGOS.... como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures . Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???

É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado?

Isto até me deixa doente... é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!)
Querem mais? Divirtam-se no portal da transparência !

Sugestões de pesquisa: viagens, viaturas, Natal...

Outros candidatos a roubalheira do ano:

"Projecto tempus - viagem aérea Faro / Zagreb e regresso a Faro para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008" - 33.745,00 euros .

"Aluguer de iluminação natalícia para arruamentos na cidade de Estremoz" - 1.915.000,00 euros

Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines" - 1.236.500,00 euros
6 kit de mala piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas" - 106.596,00 euros (Por este valor compravam 6 automóveis, todos equipados, e ainda sobrava dinheiro!)

O misterioso caso do "Router de 400 euros comprado por 35.000,00 Euros

28/02/2009

Decencia!!!

Pensei ter ouvido mal e por isso voltei a ouvir o noticiário na TSF em que o Presidente do PS e "nosso" 1.º Ministro disse que se vai voltar a recandidatar não só como presidente do partido como ao cargo que ocupa "pela Decência na politica"e eu só pude me rir qual decência a dele ou aquela que vamos ouvindo,vendo lendo diariamente na comunicação social senão vejamos será decente se intitular como Engenheiro quando na realidade não o é e deve de ser o único a ter o diploma assinado a um Domingo, será decente cada vez que existe um caso de suspeita como são os seus projectos feitos por outros e apenas assinados por ele como sendo seus ou o Caso Freeport onde existe suspeitas de subornos e onde aparece o seu nome por várias vezes, em vez de tentar esclarecer e deixar a justiça actuar atira-se aos jornalistas e a oposição, será Decência na politica prometer na campanha eleitoral acabar com as portagens na Ponte sobre o Tejo quando de antemão deveria de saber que tal era uma promessa impossivel de cumprir, será Decência na politica prometer 150 mil empregos e depois passados 7 ou 8 meses nem 50 Mil arranjou e dos que arranjou a grande maioria foi para call-centers ou seja pessoal a recibos verdes(veridico!!!) será Decência na politica estar a culpar os jornalistas de campanha negra etc quando até hoje esta tem sido bem simpática com ele por exemplo comparado quando o Cavaco teve a maioria absoluta e de se ele hoje esta onde esta se deve em grande parte a alguma ajuda da comunicação social e de algum controlo até, será Decência na politica estar de novo a pedir para os Portugueses lhe deem maioria absoluta depois do que se tem passado na Justiça,Saude,Educação,Economia,Segurança penso que se tal acontecer por um lado os Portugueses merecem tudo o que lhes acontecer e tendo visto nos ultimos tempos o perigo que é as maiorias absolutas em termos de atentados as liberdades.

10/02/2009

A crise

A Crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas
produzia e vendia o melhor cachorro quente da região.
Ele preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava
cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo
comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor
pão e a melhor salsicha.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a
grande quantidade de fregueses.
E o negócio prosperava e prosperava . . .
O seu cachorro quente era o melhor!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho.

O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores
Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai
continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e
teve uma séria conversa com o pai :
- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não
vai à Internet e não lê os jornais?
Há uma grande crise no mundo.

A situação do nosso País é crítica.

Está tudo ruim.

O mundo está em colapso.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê
jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar
com a razão!***

Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato
( e é claro, pior ).
Começou a comprar salsichas mais baratas ( que era, também, pior).

Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz
alta.

Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram
caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de
cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o
filho estudar Economia na melhor Faculdade... quebrou.


O pai, triste, então falou para o filho: - 'Você estava certo, meu
filho, nós estamos no meio de uma grande crise. 'e comentou com os
amigos, orgulhoso:
- 'Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele avisou-me da crise ...'

Aprendemos uma grande lição :

Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos
o devido cuidado, essas más noticias vão influenciar-nos ao ponto de
roubar a prosperidade de nossas vidas.

24/01/2009

Portugal no seu melhor (ou talvez não)!!!!

Somos únicos carago, somos os maiores


SER PORTUGUÊS É:
- Levar arroz de frango para a praia.

- Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

- Lavar o carro na rua, ao domingo.

- Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

- Passar o domingo no shopping.

- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

- Ter bigode.

- Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

- Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

- Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

- Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

- Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

- Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.

- Já ter 'ido à bruxa'.

- Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

- Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

- Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

- Ter três telemóveis.

- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

- Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.

- Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

- Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

- Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.



Viva Portugal, carago...

P.S -em jeito de anedota enviada por uma pessoa amiga e apesar de não concordar não só com algumas coisas como este habito que começa a já ser irritante de passarmos a vida a dizer mal do que é nacional em vez de olharmos por exemplo aqui para o lado para "nuestros hermanos" que em 1.º estão eles e depois em 2,3 4 e 5.º eles e só depois os outros.

Twitter

Hoje por já ter ouvido algumas vezes tanto o Nuno Markl como o Bruno Nogueira nos seus blogs falarem neste espaço decidi também aderir mas para já ainda ando um bocado como se costuma dizer "há nora" pois ainda não entendi muito bem o seu funcionamento mas com o tempo lá hei-de chegar.
Enquanto isso não só por cá mas a nível mundial a palavra que mais se ouve é Crise e tempos difíceis mas hoje num programa matinal na TV ouvi pela primeira vez alguém com um discurso realista e não de "coitadinho" ou de revolta que era nestes tempos em vez dos nos andarmos sempre a queixar fazer por tentar neste caso falava no caso da restauração de apresentar belos pratos porque os olhos também comem com boa qualidade e eu acrescento deixarmos os problemas em casa e apresentarmos um sorriso na cara e simpatia para assim não só tentarmos manter os clientes habituais como podermos ganhar novos clientes e assim ultrapassarmos este tempos que se avizinham mais difíceis e isto serve para todos os ramos se em vez do discurso do coitadinho em vez disso aplicarmos o nosso tempo a melhorar não só os nossos produtos publicitarmos os mesmos alem fronteiras como outros o fazem e bem e com bons resultados basta 3 factores Qualidade, preços competitivos e saber vender os produtos com garra, simpatia e alguma acutilância penso ser os factores para que a tão apregoada crise possa por cá não ser tão sentida.
Soube a pouco tempo que actualmente a nível internacional face as politicas não só governamentais como de gerência dos nossos empresários que actualmente e neste caso falo de um ramo com algum peso e importância como a Construção Civil e Decoração em que assim que lá fora recebem pedidos de fornecimento de mercadorias e sabendo que o pedido vem de Portugal as Fabricas por um lado torcem o nariz e por outro "obrigam" os empresários nacionais a 1.º se quiserem enviar o dinheiro e só depois a mercadoria ou segue ou é dado ordem de ser fabricado e quando as empresas são de grande dimensão ainda conseguem agora quando é uma pequena ou média empresa esta ou deixa de vender ou pede ao seu cliente final o mesmo e em termos de aceitação ou possibilidade para pagar 1.º e só depois ter a obra feita é muito baixa e tudo isto graças a pouca credebilidade e honestidade e grandes prazos de pagamento não só dos nossos empresários como dos nossos governantes e suas politicas é triste saber que lá por fora o nosso nome esta em tão baixo nível de consideração e honestidade é triste!!!!

20/11/2008

Tal como muitos por esse mundo fora eu também fui um dos que esperava a vitória de Barack Obana nas eleições nos Estados Unidos da América e felizmente tal assim veio a acontecer, e de tudo aquilo que se disse sobre a sua vitória encontrei este exelente texto do escritor Mia Couto (mais um) no Jornal "SAVANA".


Por Mia Couto

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.

Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.

A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008

29/10/2008

Professores


Recebi este mail e decidi partilha-lo no dia em que o Ministério da Educação se prepara para propor uma lei em que até ao 9.º ano não há chumbos, estudar para que se no final passamos!!!

A "inútil"escreveu assim sobre os Professores:

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou
'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma
afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que
não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que
há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são
pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas
aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura
e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um
atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos
e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui
aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de
forma diferente para estar de acordo com o sistema?


O senhor tem filhos? - a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto
de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam,
teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes
que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece... Estudam os
seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura!
Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que
os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que
escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à
educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento
de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso
não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a
professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas
obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum
dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e
paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a
obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor
é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo
fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou
a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter
interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já
visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler,
com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que
não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau
sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e
que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu
clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de
futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu
escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos
do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender
mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os
advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não,
acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais
familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de
futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha
profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos
e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para
posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra
pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos,
'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da
pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha
é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este
país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do
professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si,
democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina
um texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem.'

20/10/2008

Testemunho de um professor


Testemunho de um professor

"Sou coordenador TIC do meu Agrupamento de Escolas e fui convocado
para me deslocar ao parque tecnológico de Cantanhede para receber
formação sobre o tão propalado portátil Magalhães. Lá fui eu para dois
dias de trabalho, cujo programa era, em 90%, composto pela expressão «
jornada de trabalho com a Intel»:

Hoje estou aqui para relatar aquilo que se passou naqueles dois dias,
e se o estou a fazer, é porque algo de relevante se passou.

Pelas reacções que tinha lido nos fóruns relativamente às mesmas
sessões de Porto e Lisboa, já ia a contar que aquilo não seria o que
eu esperava; mas longe de mim imaginar que iria assistir a uma coisa
absolutamente surreal.

Primeira nota triste do evento: a organização distribuiu «pen drives»
de um Gb, oferta da Intel contendo toda a documentação. Acontece que
tinham umas 100 unidades para dar a 200 pessoas. Claro que metade
(incluindo eu) ficámos a ver navios, havendo dignos colegas que se
açambarcaram de duas ou mais, facto que também não me causa qualquer
espanto. Mas para a Organização tratou-se de mais uma normalidade!

Comecemos pela manhã de Quinta-feira, onde fomos levados, em grupos,
para pequenas salas do complexo, onde supostamente nos iriam ser dadas
directrizes relativamente ao Magalhães e às suas potencialidades em
contexto educativo, para nós transmitirmos aos professores do 1º
ciclo. Aliás, esse deveria ter sido o grande objectivo deste encontro;
recebermos formação para a replicar junto das escolas envolvidas.

Ao invés disso, e para ser muito mais sucinto do que gostaria nesta
crónica, somos brindados com apresentações de powerpoints em
português, lidas em Inglês com sotaque russo, traduzido por senhoras
contratadas para o efeito, como se nunca tivéssemos ouvido uma palavra
em Inglês na vida e como se isso fosse o entrave à formação. Num
parque dito tecnológico, as redes funcionavam mal ou não funcionavam,
ninguém sabia ligar, o senhor russo ia ironizando como se estivesse
num país de 3º mundo e a senhora tradutora ia tentando fazer a uma
espécie de ponte entre surdos mudos. A seguir, mais um estrangeiro
qualquer a debitar informação em inglês sobre um powerpoint em
português e depois apareceu um brasileiro (ena!!! Um brasileiro!!!)
mas que nada de útil nos transmitiu.

Ou seja, depois de uma manhã onde absolutamente ninguém aprendeu nada
de útil sobre os Magalhães que qualquer jeitoso de informática não
domine, ninguém imaginava que o pior estava para vir.

Eis que pelas 14 horas iria começar uma das melhores sessões de circo
a que os meus olhos assistiram até hoje. O speaker de serviço que
ostentava na lapela uma identificação de uma empresa que não conheço,
mas que nem era do ME nem da Intel nem da JP Sá Couto, apresentou as
três senhoras que tinham vindo expressamente dos States, com chancela
da Intel, para nos brindarem com uma sessão de trabalho inolvidável.
Eis que aparecem 3 senhoras com ar de quem está reformado há 20 anos,
nos EUA, mas que em Portugal estariam no auge da carreira. Depois das
simpatias ao país e de demonstrar que nada de útil iriam transmitir,
resolveram propor aquilo que as trouxe ao, pensam elas, Burkina Fasso
da Europa. Desde logo me demarquei e senti vontade de abandonar a
sessão, mas os colegas... ah e tal... esquece isso... e tal.... Não te
enerves... isto é sempre assim... e tal! Continuei a assistir e a
incredulidade ia aumentando.

Aquelas 3 senhoras, acham que uma sessão de trabalho com a Intel é
propor a 200 professores que inventem uma cantiga ao Magalhães, e se
possível com teatro à mistura. Como eu e mais alguns colegas (muito
poucos) mostrámos alguma estupefacção pelo que se estava a passar, uma
das senhoras americanas apressou-se a dizer, bem alto e em tom
ameaçador, que quem não participasse não seria incluído no sorteio de
um Magalhães que iriam oferecer.

E, meus caros leitores, era ver 200 professores imbuídos naquela
actividade com todo o afinco; sei que muitos grupos trabalharam online
pela noite dentro e ao outro dia de manhã, os meus olhos ficaram
estarrecidos com a produção apresentada. O desfile dos «trabalhos»,
(era assim que lhe chamavam) começou, e desde o malhão do Magalhães,
até à vida de marinheiro do Magalhães, passando por coreografias com
adereços circenses, tudo de «útil» passou por aquele palco, até as
náuseas me obrigarem a sair. Apenas voltei a entrar para ir junto da
senhora que tinha o saquinho das senhas para o sorteio e dizer-lhe que
não iria colocar lá o meu papelinho.

Conclusão: à bela maneira dos professores portugueses, que são exímios
na arte de obedecer, mesmo não concordando, e na arte de produzir
conteúdos, ainda que lúdicos (pena ter sido num contexto absurdo),
toda a gente parecia achar aquilo ridículo, mas apenas eu e o meu
amigo Paulo Pereira resolvemos sair e mostrar a nossa indignação a uma
senhora da DREC que, educadamente, tal como eu na abordagem que lhe
fiz, esgrimiu as fundamentações para aquelas «sessões de trabalho com
a Intel».

Salvou-se a Microsoft e a Caixa Mágica que, na sexta à tarde, nos
mostraram, finalmente, algo de útil; no final pedi a palavra para
dizer que apenas aquela tarde se tinha salvo no meio das inutilidades
que caracterizaram aqueles dois dias, o que, pasme-se, faz arrancar um
caloroso aplauso da plateia.

Alguém me explique como se eu tivesse 8 anos, como é possível convocar
200 professores para dois dias de trabalho com a Intel, com a
apresentação do «Magalhães» em pano de fundo e, basicamente, 3
senhoras americanas, apoiadas por pessoas de... uma empresa (!),
gastarem um dia a obrigar-nos a produzir teatrinhos e cantigas para
miúdos de 6 anos, outro meio dia gasto com russos a lerem powerpoints
em pseudo inglês, escritos em Português, com tradução por senhoras
contratadas.

Como professor e coordenador TIC senti-me vexado nestes dois dias.
Aquelas senhoras devem pensar que somos um bando de imbecis e nunca
vimos um computador na vida; tudo isto pago pela DREC, cuja Directora,
no final, enalteceu o evento.

Relativamente aos meus colegas, mostraram, como sempre, que tudo são
capazes de fazer, mesmo o ridículo, mas ficou, essencialmente, a prova
de como não há-de o Ministério fazer de nós gato-sapato a seu
bel-prazer!!!

Nota: O Magalhães é um excelente equipamento e, mesmo sem aposta na
formação e com esta atabalhoada distribuição, julgo ser uma mais valia
efectiva para a modernização do caquéctico ensino do 1º ciclo em
Portugal.

Aqui fica um vídeo que apanhei durante uma das actuações que mais
aplausos arrancaram. "
http://www.youtube.com/watch?v=YJ_kLTRfRJ0

Não há ninguém em Portugal com acesso aos 'media',e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes 'políticos' poucos escrupulosos e sem nível?...

*** Magalhães ***

o mais escandaloso golpe de propaganda do ano

Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'.
A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal'
A SIC refere que 'um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.'

Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade.
Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: 'Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'

Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...
A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.

Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.

Tudo se justifica em nome de um número

de propaganda política terceiro-mundista.

Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandista em vez de fazer perguntas.

Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.

15/10/2008

Está tudo louco!!!

Cada vez me convenço que anda tudo louco ou se fazem não sei ele é filhos que por "loucura" ou já bem pensado cortam a cabeça da Mãe a pessoa que o pós neste mundo e depois ainda sem pingo de arrependimento coloca a cabeça dela no seu frigorífico em sua casa e deita fogo a toda a sua herança são outros apenas porque não queria que estacionassem de fronte de sua casa desata aos tiros e tirando a vida a 2 pessoas sendo que uma delas o seu "crime" foi ir ali a passar pois nem ali vivia, em qualquer dos casos por motivos que se calhar se as pessoas falassem mais ou até mesmo pedissem ajuda, mas infelizmente cada vez mais vamos vivemos num mundo em que cada vez mais o tempo é curto é já é difícil termos tempos para os nossos do que nos preocuparmos com o vizinho que vive sozinho ou com o idoso que foi esquecido ou abandonado por todos e penso que o caso que aconteceu no Porto de uma Senhora idosa que faleceu em casa sozinha e só passados alguns dias alguém notou derivado ao cheiro de decomposição do corpo que vinha da sua casa é triste e desumano cada vez mais este "nosso" mundo e cabe a cada um de noz tentar muda-lo sei que é uma luta entre "David e Golias" mas há que ter esperança.

10/08/2008

Preocupante

Começa a ser preocupante a insegurança e o aumento do tipo de violência nos assaltos o último a que assistimos foi o do BES de Campolide, que acabou não muito bem com a morte de um dos assaltantes e o outro ferido e logo se levantaram vozes umas a favor outras contra eu pessoalmente concordo com partes de ambas por um lado se calhar a policia podia ter esperado mais um bocado e talvez o desfecho fosse outro mas isso ninguém sabe, por outro lado não tenho dúvidas que se os assaltantes tivessem tido hipótese de disparar o tinham feito a matar como fez a polícia.
Mas para mim o mais preocupante disto veio depois em comentários, fórum, etc. em que assim que se soube que os 2 assaltantes eram Brasileiros vieram logo vozes xenófobas de todos os lados e como os últimos casos foram com comunidades ditas de estrangeiros apesar de por exemplo na comunidade Cigana a maioria é já Portuguesa o mesmo acontecendo com a Africana mas para certas pessoas só nascidas em Portugal de preferência nas ultimas 3 gerações e por isso em penso que é altura de os nossos responsáveis sejam políticos, membros das forças de ordem e de membros das diversas comunidades e pessoas com conhecimentos no terreno da verdadeira situação e como controlar o aumento da criminalidade e não virem dizer barbaridades como ainda a pouco um membro do governo a dizer que a criminalidade tinha baixado 6% o que para o comum cidadão só deu para rir e chorar também por termos algum de nos colocado este incompetente a nos governar, e penso que é logo de início que se deve tentar travar e resolver os problemas porque se continuarmos com esta politica do deixa andar "amanhã" pode vir a ser tarde demais.